Representantes dos EUA, França e Reino Unido visitam zonas curdas da Síria

(Atualiza com novos detalhes)

Beirute, 1 fev (EFE).- Uma delegação da coalizão internacional contra o grupo terrorista Estado Islâmico (EI), com representantes dos EUA, França e Reino Unido, visita atualmente os enclaves curdos da Síria para se reunir com responsáveis políticos e militares, disseram nesta segunda-feira fontes curdas.

O grupo é liderado por Brett McGurk, enviado especial do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, para a coalizão contra o EI, explicou à Agência Efe por telefone o porta-voz das Forças da Síria Democrática (FSD), Talal Salu.

Durante o fim de semana passado, os visitantes se reuniram com responsáveis políticos da autoproclamada administração autônoma curda da região Al Jazeera, no nordeste da Síria, e com membros da sociedade civil.

"Nós nos reuniremos com eles nos próximos dias, embora não haja data fixada, para abordar a cooperação entre as forças curdas e a coalizão internacional", indicou à Efe Salu.

As FSD são um agrupamento armado integrado por organizações curdas, árabes e assírias (um grupo étnico de credo cristão), criado em outubro e que recebe o respaldo logístico e militar dos EUA.

Esta aliança armada é a que mais avançou no terreno contra o EI na Síria e, normalmente, coordenam seus ataques por terra com a coalizão internacional, cujos aviões bombardeiam as posições do EI.

Por outro lado, o ativista curdo-síria Mustafa Bali, residente em Kobani, outra das zonas curdas do país árabe, localizada no norte da província noroeste de Aleppo, disse à Agência Efe que a delegação se reuniu anteontem com responsáveis nesta cidade, sem dar mais detalhes.

O Observatório Sírio de Direitos Humanos também confirmou hoje a presença de representantes da coalizão nas áreas curdas da Síria.

Segundo a ONG, a delegação chegou no sábado ao aeroporto de Romeilan, que se encontra no leste da Síria e que está sendo ampliado para que os aviões americanos da coalizão o possam utilizar.

O Observatório, que cita fontes curdas, afirmou que, durante seus encontros com responsáveis de Kobani, McGurk afirmou que a Síria do futuro será democrática e que respeitará os direitos dos curdos, que estarão contemplados na nova Constituição.

Nem as FSD e nem a principal formação política curdo-síria, o Partido da União Democrática (PYD, em sua sigla em curdo), foram convidados às negociações, auspiciadas pela ONU em Genebra, entre o regime e a oposição síria, pelas ameaças da Turquia de boicotar o processo se participassem.

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