Bill Cosby pede arquivamento de caso de agressão sexual

Washington, 2 fev (EFE).- O comediante americano Bill Cosby pediu nesta terça-feira o arquivamento da causa judicial aberta contra ele por supostamente drogar e violentar uma mulher em 2004 em sua mansão da cidade da Filadélfia (Pensilvânia, Estados Unidos).

Com rosto sério e vestido com um terno de cor oliva, Cosby, de 78 anos, compareceu hoje em uma audiência prévia para decidir se segue adiante o que poderia ser o primeiro julgamento contra o ator, apelidado de "papai da América" e a quem mais de 50 mulheres acusam por abusos sexuais.

A mulher que poderia fazer o ator sentar no banco dos réus é Andrea Constand, uma ex-funcionária da Universidade de Temple (Pensilvânia) que sustenta que em uma noite no início de 2004 o comediante a drogou e a violentou em sua mansão da Filadélfia.

Hoje o ator teve que atravessar uma multidão de jornalistas até chegar à porta da corte do condado de Montgomery no município de Norristown (Pensilvânia) e esteve acompanhado o tempo todo por dois homens que lhe levaram pelos braços.

Dentro da corte, os advogados de Cosby defenderam que, como a Justiça já tinha se recusado estudar as acusações da suposta vítima em 2005, a nova causa deveria ser arquivada.

Em 2005, o procurador do distrito, Bruce Castor, decidiu não processar o ator e nesta terça-feira em seu depoimento na corte alegou que, naquele momento, achou que a melhor solução para que Constand obtivesse justiça era fazer Cosby pagar uma multa civil.

A divulgação do testemunho de Constand nesse processo judicial antigo provocou a reabertura do caso e a decisão da procuradoria, em dezembro do ano passado, de apresentar acusações contra a estrela televisiva, famoso por programas bem-sucedidos como "The Cosby Show".

As acusações contra o comediante, casado e pai de cinco filhos, podem acarretar uma pena de até dez anos de prisão e uma multa de US$ 25 mil em um caso que pode dar lugar a um dos julgamentos mais midiáticos de todos os tempos contra uma celebridade de Hollywood.

O ator foi o primeiro negro a ter seu próprio programa de televisão nos anos 60 e se transformou em um referência da comédia televisiva nos Estados Unidos durante décadas.

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