Líder socialista tentará formar governo na Espanha se premiê renunciar

Madri, 2 fev (EFE).- O líder do partido socialista da Espanha, Pedro Sánchez, o segundo colocado nas eleições parlamentares realizadas em dezembro, afirmou nesta terça-feira que está "disposto" a tentar formar governo, e informou isso ao rei na rodada de consultas realizada por Felipe VI para propor um candidato a presidente do Executivo.

Faltando apenas Mariano Rajoy, o presidente de Governo interino, se reunir com o rei, Sánchez disse à imprensa que se o líder de centro-direita "renunciar a sua obrigação" de formar governo, ele "dará um passo à frente" e tentará tomar posse como chefe do Executivo.

O PP, de Rajoy, ficou na frente nas eleições, com 123 deputados no parlamento; seguido pelo PSOE, com 90; o Podemos, com 69 cadeiras; e o Ciudadanos com 40. Na Espanha são necessárias 176 cadeiras para ter maioria absoluta no parlamento.

Na primeira rodada de contatos, Rajoy recusou a oferta do rei de se submeter ao debate e à votação para continuar no cargo para o qual foi eleito com maioria absoluta em 2011, consciente de que não conta com mais apoio além do de seus próprios deputados e de que sairia derrotado do parlamento.

Se Mariano Rajoy voltar hoje a recusar uma eventual oferta para formar gabinete durante sua reunião com o monarca espanhol, o líder socialista assumirá a "responsabilidade" de propiciar uma mudança política, disse, porque os socialistas "querem desbloquear a situação" - a Espanha está com um governo interino há mais de um mês.

A intenção do líder do PSOE é negociar com Podemos e Ciudadanos, apesar de os líderes dos dois partidos, Pablo Iglesias e Albert Rivera, não estarem dispostos a fazer parte do mesmo governo.

Sánchez acredita que "não é momento de vetos, é preciso fugir do enfrentamento e ir passo a passo para favorecer uma mudança "de pessoas e de política".

Sánchez está disposto a dialogar "a partir de já", mas evitou dizer quanto tempo precisaria para tentar tecer uma aliança que o leve ao governo.

Ele deixou claro que não buscará o apoio dos independentistas catalães para ser nomeado primeiro-ministro, e se mostrou favorável ao diálogo para acabar com a "crise de convivência" entre as regiões espanholas.

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