Marroquino joga água fervendo em esposa que o proibiu de ter segunda mulher

Rabat, 1 fev (EFE).- Um homem queimou sua mulher com água fervendo no Marrocos porque ela se negou a autorizá-lo a se casar com uma segunda mulher, permissão que a lei marroquina exige para que um homem possa por em prática a poligamia, informou nesta terça-feira o jornal "Ahdaz al Magrebiya".

O fato aconteceu no fim de semana em uma aldeia da província de Sidi Slimane, a cerca de 100 quilômetros da capital do Marrocos, Rabat.

A mulher, internada em um hospital com queimaduras severas, contou ao jornal que seu marido, com quem está casada há 30 anos, jogou água fervendo em seu rosto e a espancou.

A razão foi que ela se negou várias vezes a dar a permissão para ele se casar com uma nova esposa, uma mulher com quem ele já tinha uma relação e com quem foi surpreendido em flagrante adultério, crime passível de prisão no Marrocos.

O marido esteve a ponto de ser julgado então, mas o julgamento não aconteceu porque a esposa retirou a denúncia por causa da pressão de familiares, explicou.

A polícia real tomou o depoimento da mulher no hospital.

A poligamia é permitida no Marrocos, mas só em casos excepcionais: um homem precisa da permissão expressa da primeira esposa para desposar uma nova, e isto transformou o fenômeno em quase residual. Somente em 0,26% dos casamentos realizados no país. EFE

fjo/cd

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