Ataque a policiais acaba com 3 agressores palestinos mortos em Jerusalém

Jerusalém, 3 fev (EFE).- Três agressores palestinos morreram nesta quarta-feira após ferirem dois agentes israelenses das forças de segurança em um ataque próximo ao emblemático Portão de Damasco, em Jerusalém Oriental, segundo informaram fontes policiais e do serviço de saúde.

A polícia israelense detalhou que os agressores se aproximaram a uma patrulha da Polícia de Fronteiras israelense posicionada junto a esse acesso da cidade antiga de Jerusalém. Após despertarem as suspeitas dos agentes, que pediram para os indivíduos se identificarem, um deles mostrou uma carteira de identidade e os outros dois abriram fogo e feriram dois oficiais.

"Enquanto um dos terroristas entregava aos agentes sua carteira de identidade, seus cúmplices tiraram as armas e facas e abriram fogo contra os agentes, ferindo dois (mulheres) com balas e facas", disse a polícia.

De acordo com o principal representante da Estrela de Davi Vermelha, equivalente local da Cruz Vermelha, Eli Bin, uma das duas feridas, ambas de aproximadamente 20 anos de idade, se encontra em estado crítico, enquanto a segunda está em estado grave.

Fontes policiais disseram que os três agressores chegaram a Jerusalém com a aparente intenção de "provocar um atentado de envergadura" na região e que as agentes feridas "frearam com seus corpos um ataque maior".

Os três foram abatidos por outros agentes israelenses que se encontravam nos arredores do acesso à Cidade Antiga, lugar de frequentes confrontos e onde sempre há uma notória presença policial israelense.

Os agressores procediam do povoado de Qabatiyah, no distrito de Jenin, na Cisjordânia ocupada, segundo os documentos de identificação divulgados pela polícia, e entraram em Israel sem a permissão requerida aos palestinos desse território.

Trata-se de "três terroristas adultos residentes nos territórios (ocupados), que chegaram armados à região do Portão de Damasco com armas do tipo Carl Gustav, facas e artefatos" explosivos, segundo o boletim policial.

A edição eletrônica do jornal "Yedioth Ahronoth" aponta que dois deles estavam na lista de suspeitos dos serviços secretos israelenses com a ordem de não ter a entrada autorizada.

O presidente israelense, Reuven Rivlin, destacou o profissionalismo das agentes ao detectá-los e se aproximar aos suspeitos para pedir identificações, "atuando como escudos" frente a um ataque maior.

A polícia israelense evacuou da região pelo menos dois pequenos artefatos que os agressores carregavam em suas bolsas, segundo as imagens divulgadas pela televisão.

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