Martelly deixará presidência do Haiti no dia 7 fevereiro

Porto Príncipe, 2 fev (EFE).- Michel Martelly deixará a presidência do Haiti no dia 7 de fevereiro, quando termina seu mandato e como determina a Constituição do país, disse nesta terça-feira o titular do Senado haitiano, Jocelerme Privert.

Privert forneceu essa informação à imprensa haitiana na sede do parlamento, depois de se reunir com o chefe de Estado no Palácio Nacional.

Além disso, o legislador disse que o presidente e outros líderes e setores nacionais e internacionais estão coordenando ações para a instalação de um governo provisório após a saída de Martelly.

O Haiti vive uma crise política faltando cinco dias para o fim do mandato de Martelly, já que seu sucessor não foi eleito devido ao adiamento das eleições em duas ocasiões.

O presidente do Senado afirmou após a reunião com Martelly no Palácio Nacional que este lhe comunicou que deixará o cargo no próximo domingo.

Horas antes, Martelly tinha se negado a receber a carta de renúncia do primeiro-ministro do Haiti, Evans Paul, que foi seu chefe de Gabinete nos últimos 13 meses.

Martelly tinha dito nas últimas semanas que não pensava em deixar a presidência no dia 7 de fevereiro, mas, recentemente, afirmou que estava se preparando para participar do carnaval haitiano que inicia, precisamente, no próximo domingo.

A Constituição do Haiti determina que o chefe de Estado deve entregar o poder nesse dia para que seu sucessor dê início a um mandato de cinco anos.

O Haiti se encontra no meio de uma série crise política após a suspensão indefinida do segundo turno das eleições presidenciais, que deveria ter acontecido no último dia 24.

O segundo turno completaria o processo eleitoral, que teve início em 25 de outubro de 2015, quando o governista Jovenel Moise e o opositor Jude Celestin foram os candidatos mais votados e ganharam o direito de disputar o segundo turno.

Celestin e praticamente todos os partidos de oposição denunciaram que as eleições tinham sido "fraudulentas". Segundo uma comissão independente que apurou o pleito, o mesmo esteve infestado de "sérias irregularidades".

Por causa dessa posição, Celestin se negou a participar do segundo turno, além de exigir a renúncia de Martelly e a instauração de um governo de transição que, no prazo de 90 dias, organize novas eleições.

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