Montevidéu sedia reunião de ministros de saúde da América Latina sobre zika

Montevidéu, 3 fev (EFE).- Os ministros de Saúde de 14 países da América Latina deram início nesta quarta-feira em Montevidéu a uma reunião extraordinária para avaliar a situação epidemiológica da região em relação ao zika vírus.

O ato de abertura foi presidido pelo ministro de Relações Exteriores do Uruguai, Rodolfo Nin Novoa, que destacou a importância do encontro.

"Esta reunião é importante já que uma situação como a que a América Latina está vivendo em seu conjunto por este fenômeno do vírus do zika requer de um trabalho associado entre todas as nações para enfrentar o problema", expressou o chanceler.

Estão presentes os ministros dos Estados-membros do Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai, Venezuela, Paraguai e Bolívia, este último em processo de adesão) e de alguns países da Celac (Costa Rica, México e República Dominicana).

Também participam autoridades de alguns dos 15 países associados ao Mercosul, como Colômbia, Suriname, Peru, Chile e Equador, exceto a Guiana.

Também participam representantes da Organização Pan-americana da Saúde (OPS) e do Organismo Andino de Saúde (Oras-Conhu).

Após a abertura, os veículos de comunicação deixaram a sala do edifício do Mercosul da capital uruguaia e os presentes começaram a desenvolver a ordem do dia.

Segundo o esquema fixado, o ministro da Saúde Pública do Uruguai, Jorge Basso, lerá um relatório epidemiológico sobre a região do Mercosul, que será objeto de uma discussão posterior.

Em seguida, a diretora da OPS, a dominiquesa Carissa Etienne, junto com o chefe da Unidade de Alerta e Resposta desse organismo, apresentará um enfoque estratégico que será discutido pelos presentes.

Antes das conclusões finais e da comunicação à imprensa da declaração final, o Instituto Evandro Chagas, do Brasil, exporá um relatório de avanço sobre a investigação do vírus do zika.

Este encontro foi solicitado na semana passada em Quito pela presidente Dilma Rousseff durante a IV Cúpula da Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac).

O Comitê de Emergência da Organização Mundial da Saúde (OMS) decidiu na segunda-feira que os casos de microcefalia e de desordens neurológicas surgidos no Brasil - um dos países que tem mais casos de zika registrados - constituem uma emergência sanitária de alcance internacional, mas não o vírus do zika, por não ter sido comprovada ainda a relação entre as enfermidades.

Por sua vez, a OPS calcula que este vírus, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti - transmissor também da dengue e do chicungunha - poderia afetar entre três e quatro milhões de pessoas na América em apenas um ano.

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