Número de radicais islâmicos duplicou em 1 ano na França, aponta relatório

Paris, 3 fev (EFE).- O número de indivíduos que assumiram posições radicais islâmicos duplicou na França em menos de um ano, segundo um relatório publicado nesta quarta-feira pelo jornal "Le Figaro".

De acordo com o citado documento, elaborado pelo Ministério francês do Interior, as autoridades francesas tinham contabilizados no final de janeiro deste ano 8.250 indivíduos radicalizados em todo o país, frente aos 4.015 de março de 2015.

Diante das teses mais estendidas, o principal fator para essa radicalização é em 95% dos casos um "contato humano", ou seja, o encontro com um radical, e não pela internet ou pelas redes sociais, precisa a Unidade de Coordenação da Luta Antiterrorista.

As pessoas identificadas passam a fazer parte da lista por começarem a mostrar marcas próprias do islã radical, fazer apologia ao terrorismo e mostrar hostilidade com as instituições francesas, e são detectadas tanto por seu próprio entorno como pelos serviços estatais.

Os menores, segundo esse relatório, representam atualmente 20% desses indivíduos, com um total de 1.632 jovens.

A proporção de convertidos ao islã entre os radicalizados se mantém globalmente em uma porcentagem elevada, com 38% dos cidadãos seguidos pelo Estado.

O jornal acrescentou que desde que o Ministério do Interior foi iniciada uma plataforma antijihadista em abril de 2014 e o governo fechou 4.848 páginas da web ou contas em redes sociais e proibiu 275 pessoas a deixarem a França.

Desse estudo se desprende também que a radicalização alcança todo o mapa da França, apesar de Paris liderar, com 499, o número de casos declarados.

Sua publicação coincide com a apresentação hoje no Conselho de Ministros do projeto de lei para ampliar por mais três meses o estado de emergência e de outro que procura reforçar o combate contra o crime organizado, o terrorismo e seu financiamento, e melhora a eficácia do processo penal.

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