ONU diz que 166 mil pessoas foram vítimas de deslocamento na Colômbia em 2015

Bogotá, 2 fev (EFE).- Aproximadamente 166 mil pessoas foram vítimas do deslocamento interno na Colômbia em 2015 por causa do conflito armado no país, segundo as estimativas do Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários das Nações Unidas (Ocha).

Dados oficiais da Unidade para o Atendimento e a Reparação Integral das Vítimas (Uariv) do governo colombiano mostram que 78.474 pessoas, 45% delas menores de 18 anos, foram forçadas ao deslocamento pelo conflito armado em 2015, em comparação com as 249 mil de 2014.

Tomando como base esses dados, "o Ocha estima que os deslocados internos durante 2015 podem chegar a 166 mil no total, um número que ainda representa uma queda em comparação com o ano anterior", afirmou o órgão da ONU.

O Ocha detalhou que em 2015, aproximadamente 52% dos deslocados foram mulheres, 18% afro-colombianos e 5% indígenas.

Além disso, a Uariv indicou que em 2015 foram registradas 628 emergências humanitárias como consequência de ações armadas em 251 municípios da Colômbia.

O número, citado no relatório da Ocha, representa uma diminuição em relação a 2014, quando foram apresentadas 798 emergências.

Entre os 628 incidentes de 2015 figuram, de acordo com a Uariv, "54 deslocamentos maciços" que afetaram 3.700 famílias nos departamentos de Chocó e Antioquia, no noroeste do país; Cauca e Nariño (sudoeste), Norte de Santander (nordeste), Putumayo (sul), Meta (centro), Arauca (leste) e Magdalena (norte).

O relatório revela que, apesar do número de deslocamentos maciços ter se mantido estável entre 2014 e 2015, mudaram a localização geográfica e os atores armados responsáveis.

Em 2014, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) foram responsáveis por 69% dos deslocamentos, seguidas pelas organizações criminosas que surgiram após a desmobilização dos grupos paramilitares (16%) e pelo Exército de Libertação Nacional (ELN), com 11%.

Por outro lado, em 2015, as Farc foram responsáveis por 37% dos deslocamentos, enquanto o ELN provocou 31% e o crime organizado 13%. EFE

cpy/rpr

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