Polônia reabre investigação da tragédia aérea de Smolensk

Varsóvia, 3 fev (EFE).- O Ministério da Defesa da Polônia nomeará amanhã, quinta-feira, a nova comissão encarregada de reabrir a investigação sobre o acidente aéreo de Smolensk (Rússia), onde em 2010 caiu o avião presidencial polonês causando a morte de seus 96 ocupantes, entre eles o então chefe de Estado do país.

O porta-voz de Defesa, Bartlomiej Misiewicz, anunciou nesta quarta-feira à imprensa que o ato de reabertura da investigação contará previsivelmente com a presença de alguns dos familiares dos mortos.

O atual ministro da Defesa, Antoni Macierewicz, é um dos políticos do partido governamental Lei e Justiça que mais insistiu em que a causa que provocou a queda do avião presidencial polonês foi uma bomba - hipótese descartada nas distintas investigações realizadas -, e não simplesmente as más condições meteorológicas.

Em 10 de abril de 2010 o avião caiu quando se preparava para pousar no aeroporto russo de Smolensk, de onde a comitiva presidencial se dirigiria por terra a um ato no cemitério de Katyn.

Todos seus ocupantes morreram, entre elas o presidente da Polônia, Lech Kaczynski, sua esposa, e grande parte da cúpula militar, eclesiástica e política do país, próxima ao partido nacionalista-conservador Lei e Justiça.

Devido ao espesso nevoeiro daquela manhã, as autoridades russas ofereceram aos pilotos a possibilidade de aterrissar em outro aeroporto, mas a oferta foi recusada.

Um relatório elaborado por especialistas poloneses revelou uma série de erros tanto do lado polonês como dos funcionários russos da torre de controle, embora o relatório de Moscou elaborado nas mesmas datas tenha atribuído toda a culpa à parte polonesa.

Ambas investigações desprezaram a hipótese de uma explosão como causa do acidente e concordaram que o avião voava baixo demais por causa da falta de visão provocada pelo nevoeiro, quando uma asa bateu nas árvores e provocou a colisão.

O Lei e Justiça, que ganhou as eleições gerais em outubro do ano passado, prometeu durante a campanha reabrir a investigação sobre o acidente e sugeriu que Donald Tusk, primeiro-ministro polonês naquele momento e atual presidente do Conselho Europeu, deveria sentar-se no banco dos réus por sua atuação negligente.

Em 27 de janeiro deste ano um tribunal de Varsóvia decidiu reabrir o processo contra cinco funcionários poloneses, que serão julgados por negligência na preparação da viagem do avião presidencial polonês.

O processo permanecia arquivado depois que, em 2014, a procuradoria de Varsóvia desprezou o processo apresentado por 11 familiares de falecidos na queda, alegando que não encontrava evidências de atuação negligente.

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