Obama anuncia plano "Paz Colômbia", novo acordo bilateral para o pós-conflito

Washington, 4 fev (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou nesta quinta-feira o plano "Paz Colômbia", um novo acordo bilateral entre ambos países para o qual solicitará ao Congresso mais de US$ 450 milhões no orçamento do ano fiscal 2017, um número superior aos US$ 296 milhões outorgados este ano.

Obama falou sobre essa proposta durante a cerimônia de celebração dos 15 anos do Plano Colômbia, na Casa Branca, acompanhado pelo presidente colombiano, Juan Manuel Santos, em um gesto que pretende redefinir a ajuda americana ao país andino.

"Estou orgulhoso de anunciar um novo marco para o próximo capítulo de nossa associação. Vamos chamá-lo de 'Paz Colômbia'", antecipou o presidente americano, após louvar os esforços de Santos para conseguir o fim do conflito interno.

"O Plano Colômbia foi um tributo ao povo colombiano", continuou Obama, "que após 15 anos de sacrifícios" assiste agora a "um tempo novo" após uma "notável transformação".

A Colômbia, indicou Obama, deixou de ser "um país que uma vez esteve à beira do colapso para agora ser um à beira da paz".

Como parte desta nova iniciativa entre os dois países, Obama anunciou também que os Estados Unidos se unirão à Noruega para lançar um projeto global de desativação de minas com a finalidade de ajudar à Colômbia a cumprir com seu compromisso com a Convenção de Ottawa e livrar o país desse flagelo até o ano 2021.

Segundo dados fornecidos pela Casa Branca, dos US$ 450 milhões solicitados por Obama ao Congresso, US$ 33 milhões serão destinados à desativação de minas antipessoais, que se somam aos US$ 20 milhões fornecidos pela Noruega.

Além disso, o presidente americano expressou seu desejo de aprofundar as relações com a Colômbia em outras matérias como o comércio e o investimento em energias limpas e assegurou que a nação sul-americana não encontrará "um parceiro melhor que os Estados Unidos".

Em relação ao acordo de paz, que deve ser assinado no mês que vem em Havana, Obama expressou sua "admiração" a Santos por ter dado o passo de se aproximar da mesa de diálogo com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), apesar do risco político, e agradeceu o papel de Cuba como anfitrião das negociações.

Santos, por sua vez, garantiu que "sem dúvida nenhuma" seu país não teria podido estar tão perto da paz como agora sem o apoio dos Estados Unidos e seu acordo bilateral, cristalizado no Plano Colômbia, que qualificou de "crucial".

"A paz será a chave de ouro do Plano Colômbia e o começo de um novo capítulo de colaboração e amizade entre nossas duas nações. Um capítulo ao qual decidimos chamar Paz Colômbia", completou Santos.

Sobre o Plano Colômbia, idealizado para lutar contra o narcotráfico e a guerrilha, Santos disse que "existe a percepção que foi uma estratégia exclusivamente militar ou de segurança", mas "foi muito mais que isso".

"A razão de seu sucesso é que foi uma estratégia integral, uma estratégia que apostou também nos programas sociais, na justiça, no desenvolvimento rural e no fortalecimento de nossas instituições democráticas", detalhou.

"Em nome de milhões de colombianos que estão aprendendo a viver sem medo, eu agradeço ao governo e ao povo americano", concluiu o presidente colombiano.

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