Ataques no Mali matam quatro terroristas e um militar

(Atualiza com novos dados sobre o ataque)

Bamaco, 5 fev (EFE).- Quatro supostos jihadistas e um militar malinês morreram no ataque terrorista realizado nesta sexta-feira na cidade de Timbuktu, no norte do Mali, que deixou também cinco feridos, entre civis e militares, segundo um comunicado do Ministério da Defesa do Mali.

Após várias horas de confusão sobre os fatos, foi informado que vários projéteis caíram em torno das 6h local (4h, em Brasília) sobre uma base dos "boinas azuis" da Minusma, assim como sobre um posto de controle do Exército regular malinês em Kembara, nos arredores da cidade.

Após a confusão criada pelos projéteis, cujas explosões foram ouvidas em boa parte de Timbuktu e semearam o pânico, grupos de terroristas se infiltraram na cidade e foram perseguidos pelos boinas azuis nigerianos, por isso que se refugiaram em um antigo quartel da ONU, situado perto da sede do governo local.

Ali ocorreu um intenso tiroteio no qual morreram quatro dos agressores e um militar malinês, tanto que três soldados e dois civis ficaram feridos.

Um dos supostos jihadistas morreu na realidade quando tratava de ativar um explosivo, precisaram as fontes, que acrescentaram que não se descarta que outros agressores tenham conseguido fugir ou se escondam dentro da cidade.

Timbuktu esteve durante várias horas do dia sob um toque de recolher extra-oficial, com todos os comércios e cafés fechados, enquanto da cidade não partia e nem chegava nenhum transporte, por terra ou ar.

Estes ataques ocorrem um dia depois que a cidade viveu uma emotiva jornada de homenagem e consagração dos mausoléus da cidade destruídas pelos jihadistas em 2012 e reconstruídas posteriormente com ajuda da Unesco.

Os jihadistas, que consideram os mausoléus e as visitas aos túmulos como contrários a seu visão rigorosa do islã, foram supostamente desalojados do norte do Mali no fim de 2012, mas aparentemente o que fizeram foi abandonar os centros urbanos e se refugiar no desértico norte do país.

Ali, vários grupos jihadistas, entre os quais destaca-se a Al Qaeda no Magrebe Islâmico (AQMI) mantêm uma intensa atividade que tem em xeque ao governo e à Missão da ONU (Minusma).

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