Coreia do Norte antecipa lançamento de satélite entre dias 7 e 14

Seul, 6 fev (EFE).- A Coreia do Norte informou neste sábado à Organização Marítima Internacional (OMI) que antecipou seus planos de lançar um foguete de longo alcance para entre os dias 7 e 14, indicaram fontes do governo da Coreia do Sul à agência local Yonhap.

Na terça-feira o regime liderado por Kim Jong-un notificou o organismo, assim como à Organização Internacional da Aviação Civil (Icao) e à União Internacional de Telecomunicações (UIT), de suas intenções de lançar um satélite entre os dias 8 e 25 deste mês.

"A Coreia do Norte informou à OMI que modificou as datas do lançamento de seu míssil para entre os dias 7 e 14 de fevereiro", revelou um oficial do governo que preferiu manter o anonimato.

A Coreia do Sul disse que permanecerá completamente alerta diante da possibilidade de o lançamento acontecer amanhã, domingo, e ressaltou que o exército do país asiático mantém uma postura de resposta imediata.

"(O exército) está preparado para responder sempre que a Coreia do Norte lançar um míssil", indicou uma fonte da Defesa à "Yonhap".

"Espera-se que o tempo esteja propício na área da base (norte-coreana) de Dongchang-ri entre os dias 7 e 10 de fevereiro", indicou a mesma fonte, quem previu que o lançamento poderia acontecer amanhã.

O governo japonês, que também monitora o assunto, tenta confirmar os planos de Pyongyang de antecipar o período inicialmente anunciado, indicou a agência de notícias "Kyodo".

"Estamos no processo de confirmação, já que há muita informação", disse o ministro japonês de Defesa, Gen Nakatani, em declarações recolhidas pela agência.

Os analistas estudavam a possibilidade de o regime realizar o lançamento no próximo dia 16 de fevereiro, aniversário de Kim Jong-il - antigo líder do país asiático e pai de Kim Jong-un, que morreu de ataque cardíaco em 17 de dezembro de 2011.

O último lançamento deste tipo aconteceu em 2012, quando o regime norte-coreano pôs em órbita um satélite com seu foguete Unha-3, uação que a comunidade internacional considerou parte de seu programa de desenvolvimento de mísseis balísticos intercontinentais e que deu lugar a novas sanções das Nações Unidas (ONU).

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