Repatriado corpo de italiano morto no Egito em circunstâncias misteriosas

Cairo, 6 fev (EFE).- O corpo do estudante italiano Giulio Regeni, recentemente morto no Cairo em circunstâncias ainda desconhecidas, foi repatriado neste sábado à Itália, informou uma fonte de segurança à Agência Efe.

Segundo o jornal estatal "Al-Ahram", o corpo foi levado ao Aeroporto Internacional do Cairo de ambulância, acompanhado por um enviado da Embaixada italiana na capital egípcia.

O avião encarregado da mudança pertence à companhia Egyptair e tem como destino Roma, acrescentou o periódico.

A fonte de segurança afirmou que as autoridades egípcias interrogam dois homens e uma mulher que dividiam um apartamento com Regeni no Cairo, para esclarecer as estranhas circunstâncias que rodeiam sua morte.

Ontem à noite, uma missão italiana de segurança chegou ao Egito em uma visita que durará vários dias para acompanhar essas investigações, informou a agência oficial egípcia de notícias, "Mena".

Os representantes italianos se reunirão com responsáveis de segurança egípcios para colaborar nas pesquisas, acrescentou a agência.

Ontem, o porta-voz do ministério egípcio de Relações Exteriores, Ahmed Abuzaid, destacou em comunicado que esses contatos estão sendo feitos "de uma maneira que reflete a profundidade e a particularidade dos laços entre os dois países e o desejo comum de conhecer as causas do fato e o que está por trás dele".

O presidente egípcio, Abdul Fatah al Sisi, transmitiu por telefone na quinta-feira ao primeiro-ministro da Itália, Matteo Renzi, o compromisso das autoridades do Egito de investigar o "mistério" que rodeia a morte do estudante.

Regeni desapareceu no Cairo em 25 de janeiro, quinto aniversário da revolução egípcia de 2011, e foi achado sem vida na quarta-feira, dia 3, nos arredores da cidade.

Por enquanto, um grande sigilo reina em torno da morte dele. O jornal "Al-Ahram" indicou que o corpo apresenta sinais de tortura e hematomas, tanto no corpo como no rosto, mas os legistas não revelaram ainda a causa da morte.

Um amigo da vítima disse ontem à Agência Efe que nem os familiares nem os amigos de Regeni têm nada confirmado, por isso continuam sobre a mesa as opções de que tenha sido sequestrado por criminosos ou detido pela polícia, embora esta última possibilidade seja negada pelas autoridades.

O chefe da promotoria do distrito de Giza, Ahmed Naji, pediu que se acelerem as investigações para esclarecer se há motivos políticos ou criminosos, informou o rotativo.

Regeni estava no Egito realizando um doutorado sobre economia e sindicatos na Universidade Americana do Cairo e sua pista se perdeu no último dia 25, quando foi pegar o metrô no sofisticado bairro de Dokki, no leste da capital, para o centro da cidade.

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