Aumenta para 45 mil o número de deslocados sírios perto da fronteira turca

Istambul, 7 fev (EFE).- O número de deslocados sírios junto à fronteira turca que fogem dos bombardeios em Aleppo já chega a 45 mil e só aumenta, garantiu neste domingo a organização humanitária turca muçulmana IHH, que atende os refugiados.

"Ontem eram 35 mil, hoje chegamos a 45 mil e o fluxo continua: não param de chegar famílias de Aleppo, tanto árabes como turcomanas e curdas", disse por telefone Emrullah Öztürk, porta-voz da IHH, que se encontra na província de Kilis.

A passagem fronteiriça de Öncüpinar, que liga a cidade turca de Kilis com a estrada da cidade síria de Aleppo, continua fechada.

A organização começou a levantar no lado sírio dois acampamentos de tendas para os deslocados, ambos a poucos centenas de metros da fronteira turca.

"Esta situação se prolongará bastante, pelo que parece, e começamos a planejar a instalação de um acampamento de casas pré-fabricadas", indicou Öztürk à Agência Efe por telefone.

O porta-voz destacou que a IHH levou unidades a estes acampamentos onde organiza a repartição de comida e de cobertores, graças também à ajuda que oferecem as autoridades turcas.

A maior ameaça por enquanto são as baixas temperaturas, que põem em perigo inclusive a vida de crianças e idosos, garantiu Öztürk, embora destacou que ali estão a salvo da guerra.

Trata-se de uma "zona segura" e não há bombardeios e nem milícias armadas na região, garantiu o porta-voz da IHH.

"Há hospitais e médicos na zona para atender doentes e se alguém necessita de uma operação ou atendimento mais especializado, é evacuado de ambulância à Turquia", explicou Öztürk.

Turquia abriga atualmente 2,7 milhões de sírios, dos quais 260 mil vivem em acampamentos dispostos pelas autoridades e o resto sobrevive por sua conta, trabalhando habitualmente de forma ilegal, dado que ainda não entrou em vigor a lei, largamente anunciada, que regula seu acesso ao mercado de trabalho.

Ancara assegura ter gasto mais de US$ 8 bilhões em atendimento aos refugiados desde 2011.

Em novembro, Bruxelas e Turquia acordaram o envio de 3 bilhões de euros ao país eurasiático, em troca que as autoridades turcas reduzissem o fluxo de refugiados que tentam chegar à Europa.

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