Cazaquistão e Irã apostam em multiplicar seu laços econômicos

Teerã, 7 fev (EFE).- O Cazaquistão e o Irã abriram neste domingo em Teerã seu primeiro Fórum de Negócios bilateral, uma aposta para multiplicar seus laços comerciais e econômicos em todos os setores ao calor do fim das sanções internacionais sobre a República Islâmica.

Mais de 270 empresários cazaques e 500 representantes de empresas públicas e privadas iranianas se reuniram hoje em Teerã em reunião que foi inaugurada pelo ministro de Investimento e Desenvolvimento do Cazaquistão, Asset Issekeshev, e o ministro da Indústria e Comércio do Irã, Mohamad Reza Nematzade.

"Nosso comércio bilateral ainda não é muito elevado, ronda o US$ 1 bilhão anuais. O que queremos é expandir a cooperação e levar os negócios até uns US$ 5 bilhões em um futuro próximo", indicou à Agência Efe, Yermek Sadykbekov, conselheiro comercial do Cazaquistão no Irã.

O fórum reuniu empresários de todos os setores, embora particularmente destacaram os de mineração, petróleo, gás e energia, e agricultura.

Myngbay Adilkhan, do escritório de promoção de investimentos do Cazaquistão, ressaltou à Agência Efe que a proposta de seu país com este encontro é "uma aposta por impulsionar os intercâmbios mútuos e a interação bilateral", em um momento-chave após o fim das sanções contra o Irã, que permitirão aos dois países "impulsionar uma poderosa relação".

"Não se trata só de vir uma só vez e negociar. Este é só o passo inicial para construir uma relação mais forte entre os países. Esperamos que nossa relação econômica e diplomática continue e se desenvolva ainda mais", acrescentou.

Ualikhan Akhmetov, diretor-gerente da empresa de engenharia Karlskrona, considerou "um enorme oportunidade" a possibilidade de trabalhar no Irã, particularmente para os setores químico e de hidrocarbonetos, "em que o Cazaquistão têm o conhecimento e onde a cooperação com o Irã pode ser recíproca".

"Temos conhecimentos que podem ser aplicados aqui e que não estão muito desenvolvidos fora de nosso mercado. O Irã é foco potencial por questões geográficas e pelas necessidades que têm", acrescentou.

Akhemetov avaliou a realização deste fórum no contexto da "enorme concorrência global" que existe por entrar no Irã, e vaticinou que a disputa comercial internacional que se avizinha na República Islâmica será "uma grande briga".

Assim também se expressou Ali Efrekhari, diretor de um grupo de engenharia agrícola iraniano, que afirmou o "enorme interesse de seu país em ter colaborações próximas com todos os países, incluindo o Cazaquistão, um lugar que pode cobrir as necessidades industriais e ser útil ao Irã".

Durante o encontro, organizado pelo conglomerado de indústrias nacionais cazaques "Baiterek", foi assinado um memorando de entendimento entre esse organismo e o Fundo Nacional para o Desenvolvimento do Irã para cooperação em áreas de indústria, inovação e tecnologias da informação.

Desde o anúncio do acordo nuclear entre o Irã e as potências do G5+1 (EUA, França, Rússia, China, Reino Unido e Alemanha) em julho, dezenas de autoridades de vários países se aproximaram do Irã para retomar os laços comerciais e políticos.

Os europeus foram especialmente os mais interessados em recuperar suas relações com um dos países com as maiores reservas de hidrocarbonetos do mundo e com um dos maiores mercados por explorar do planeta.

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