Exército da Colômbia está em "alerta máximo" após ataques do ELN

Bogotá, 9 fev (EFE).- O Exército da Colômbia está em alerta máximo, pela possibilidade de ataques do Exército de Libertação Nacional" (ELN), que atacou o principal oleoduto do país e uma base militar, informou o comandante da corporação, o general Alberto Mejía Ferrero.

"No momento, estamos desenvolvendo operações militares para enfrentar estes ataques do Exército de Libertação Nacional. Estamos em alerto máximo", garantiu o militar.

De acordo com o general Mejía Ferrero, o objetivo neste momento é conseguir que as ações da corporação neutralizem qualquer ataque do grupo.

Segundo o comandante do Exército, o ELN aumenta as ações neste mês para "comemorar" os aniversários de morte de líderes "históricos", como o padre Manuel Pérez, que liderou o grupo, e Camilo Torres, chamado "o padre guerrilheiro.

O primeiro morreu em 14 de fevereiro de 1998 e o segundo em 15 de fevereiro de 1966.

O general Mejía Ferrero garantiu que as tropas concentraram as operações em "cinco áreas estratégicas onde atua o ELN", que são a região do "ABC", formada pelos departamentos de Arauca, Boyacá e Casanare; também em Norte de Santander; o sul de Bolívar; o nordeste de Antioquia; e o departamento de Chocó.

O Exército da Colômbia confirmou que na noite desta segunda-feira foram realizados dois atentados, contra o oleoduto Caño Limón-Coveñas, que tem extensão de 774 quilômetros, atravessando 33 cidades do país. O ataque aconteceu no departamento de Arauca.

"As nossas tropas já estão ali, os pontos estão protegidos e vamos garantir a segurança e a reparação rápida deste oleoduto", afirmou o general.

Segundo fontes da empresa petrolífera estatal Ecopetrol informaram à Agência Efe, o atentado aconteceu em duas diferentes localidades, nas cidades de Arauquita e Cubará. Por causa disso, o bombeamento está paralisado.

Ainda nesta segunda-feira foram lançados explosivos contra uma brigada do Exército em Arauca, capital do departamento homônimo. A ação não deixou nenhum ferido, provocando apenas danos materiais.

Há dois anos, governo mantém encontros com o ELN para iniciar uma negociação de paz semelhante a que está sendo buscada há mais de três anos com Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

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