Governo somali revela que avião acidentado foi atacado por terroristas

Mogadíscio, 9 fev (EFE).- O governo somali admitiu que o voo da companhia aérea de Djibuti Daalo Airline que teve que fazer uma aterrisagem de emergência na capital Mogadíscio após uma explosão foi alvo de um ataque terrorista, no qual uma pessoa morreu.

A bomba foi colocada em um laptop, que a princípio devia estar em um voo da Turkish Airlines que foi cancelado, segundo revelaram as investigações da polícia somali e do FBI, informam os meios de comunicação locais.

A maior parte dos passageiros do avião atacado procedia de outro voo operado pela Turkish Airlines, que foi cancelado pelo mau tempo.

"O terrorista tinha comprado uma passagem da Turkish Airlines, seu alvo era a Turkish Airlines", disse o porta-voz das autoridades da aviação somali Hassan Moalin Muktar.

As autoridades somalis divulgaram um vídeo de circuito fechado no qual se vê os supostos terroristas transportando uma mala com o explosivo no interior do aeroporto de Mogadíscio há uma semana.

A explosão aconteceu 20 minutos depois do voo decolar rumo ao Djibuti, e abriu um grande buraco na fuselagem da aeronave.

O piloto teve que realizar uma aterrissagem de emergência no aeroporto da capital somali, manobra que permitiu salvar a vida da maior parte dos passageiros (de 81 pessoas), embora um viajante tenha morrido e três ficaram feridos.

Embora a princípio tenha se pensado que a explosão havia sido causada por uma falha no sistema de ar condicionado, dias depois o governo da Somália confirmou que o voo foi atacado de forma "deliberada" por um "grupo terrorista", cujo nome não foi precisado.

Apesar do país ser alvo constante dos ataques do grupo jihadista Al Shabab, o método usado neste atentado aponta para o Estado Islâmico (AI) como possível autor, segundo analistas de segurança consultados pela Agência Efe.

"Em nossas investigações descobrimos que foi utilizada uma bomba para atacar o voo, mas Alá reduziu as baixas ao mínimo. O governo vai melhorar as medidas de segurança no aeroporto", disse o ministro somali de Transporte, Ali Ahmed Jama Jingali.

O piloto da nave afirmou à imprensa que a segurança no aeroporto de Mogadíscio é "zero".

Cerca de 25 pessoas foram detidas em relação com o atentado, embora suspeita-se que o terrorista suicida possa se tratar de um homem encontrado sem vida na cidade de Balad, a 30 quilômetros de Mogadíscio, segundo fontes policiais.

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