Marrocos rastreia jihadismo até nos clubes de artes marciais

Rabat, 9 fev (EFE).- A polícia marroquina realizou nos últimos dias batidas em clubes de artes marciais para evitar que sejam usados como locais de treino por potenciais jihadistas, informou nesta terça-feira o jornal local "Asabah".

Pelo menos 12 salas de artes marciais foram alvos de visitas surpresa por comissões compostas por soldados de diferentes serviços de segurança e do Ministério do Interior, concretamente as situadas nos bairros populares da cidade de Casablanca, explicou o jornal.

As visitas tinham como alvo colher informações sobre as técnicas de combate ensinadas nestes clubes e as armas brancas que são utilizadas, assim como a identidade e outros detalhes sobre treinadores e clientes.

A mesma fonte ressaltou que isso faz parte das medidas preventivas para evitar o uso destes locais para realizar "treinamentos secretos" que atentem contra "a segurança do país" em um contexto marcado por um aumento de extremismo e terrorismo.

Em declarações ao jornal, um presidente de uma associação esportiva disse que a comissão revistou de forma minuciosa seu estabelecimento, pediu dados sobre as armas usadas nas atividades esportivas, o horário de treinamentos, a identidade dos alunos e dos treinadores assim como suas nacionalidades e origens.

O Marrocos se orgulha de sua "abordagem preventiva" contra o jihadismo, que consiste em vigiar o discurso nas mesquitas, controlar o uso das redes sociais e (como foi anunciado no sábado passado) reformar os manuais escolares, mas a extensão do controle aos clubes esportivos é um elemento novo.

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