Lagarde adverte Ucrânia que ajuda do FMI acabará se não combaterem corrupção

Washington, 10 fev (EFE).- A diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, advertiu nesta quarta-feira a Ucrânia da dificuldade de continuar com o programa de ajuda ao país sem um "esforço substancial" das autoridades de Kiev contra a corrupção.

"Sem um novo esforço substancial para fortalecer as reformas de governabilidade e combater a corrupção, é difícil ver como o programa respaldado pelo FMI pode continuar e ter sucesso", afirmou Lagarde em comunicado.

A diretora do Fundo Monetário Internacional (FMI) disse estar "preocupada pelo lento progresso da Ucrânia na melhora da governabilidade e na luta contra a corrupção, e na redução da influência de interesses particulares no desenho de políticas".

A Ucrânia "corre o risco de um retorno ao padrão de políticas econômicas fracassadas que infestaram sua história recente", alertou Lagarde.

De acordo com a titular do FMI, é "de vital importância que a liderança da Ucrânia atue já" para pôr ao país de novo "em uma caminho promissor de reformas".

O programa do FMI de ajuda à Ucrânia tem um valor de US$ 17,5 bilhões e quatro anos de duração, e faz parte de um pacote internacional que quase chega aos US$ 40 bilhões, e que também conta com a participação da União Europeia, dos Estados Unidos e de outros organismos internacionais.

Na semana passada, o ministro da Economia ucraniano, Aivaras Abromavicius, apresentou sua renúncia após denunciar corrupção nas fileiras da coalizão do governo e pressões contra as reformas que promoveu em seu cargo, embora o presidente do país, Petro Poroshenko, tenha dito que pediu a Abromavicius que continuasse no posto.

Nos últimos dois meses, e após mais de um ano na primeira linha política, renunciaram na Ucrânia o diretor adjunto do Banco Nacional, Aleksandr Pisaruk; o vice-ministro de Infraestruturas, Vladimir Shulmeister, e o vice-ministro de Economia, Ruslan Korzh, todos vindos do mundo dos negócios.

Durante sua última visita a Kiev, em dezembro, o vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, também pediu à Ucrânia um maior esforço "para acabar com a corrupção que", segundo ele, "freia demais o avanço do país".

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