"Vogue" britânica celebra 100 anos de estilo com exposição icônica em Londres

Londres, 10 fev (EFE).- As fotos mais icônicas da versão britânica da Vogue são objeto de uma exposição que a National Portrait Gallery de Londres dedica ao centenário da revista, cujo estilo editorial é sinônimo de qualidade e sofisticação.

A exposição "Vogue100: A Century of Style", que será inaugurada amanhã, quinta-feira, faz um percurso pelas décadas que marcaram tendências e refletiram as mudanças sociais e políticas do século, além de mostrar as personalidades que fizeram história.

"Vogue é sinônimo de qualidade, de valores de produção e do melhor de tudo, não só dos nomes dos grandes fotógrafos, mas das pessoas que há por trás dela", disse hoje à Agência Efe o curador da exposição e editor colaborador da versão britânica da revista, Robin Muir.

A mostra, que pode ser vista até 22 de maio, ocupa várias salas do museu e será apresentada em forma de túnel do tempo, desde as mais recentes fotografias da publicação até 1916, quando a Condé Nast, proprietária da versão americana, deu sinal verde à edição britânica.

A editora autorizou a impressão por causa das dificuldades no transporte transatlântico da American Vogue pela explosão da I Guerra Mundial, e seu sucesso foi imediato.

As salas desta exposição estarão divididas por décadas, e mostram material único dos arquivos da Condé Nast, com capas de várias edições e centenas de fotografias, tanto em branco e preto como a cores, de todos os tamanhos.

As imagens foram feitas pelos fotógrafos de moda mais renomados dos últimos cem anos, desde Cecil Beaton, Irvin Penn e Lorde Snowdon até os mais célebres dos últimos anos, como Patrick Demarchelier e Mario Testino.

Eles retrataram não só as modelos de cada época, mas artistas e personalidades que fizeram história, como Henri Matisse, Francis Bacon, Lucian Frued, Damien Hirst, Fred Astaire, David Beckham e a princesa Diana.

Entre as imagens mais icônicas estão as da modelo britânica Kate Moss de lingerie, feitas pela fotógrafa Corinne Day em 1993, assim como algumas da Segunda Guerra Mundial feitas pelo correspondente de guerra da Vogue, Lee Miller, e as do primeiro fotógrafo de moda, Baron de Meyer.

Assim como a imagem tirada por Patrick Demarchelier de lady Diana em dezembro de 1990, quando ela era o rosto mais conhecido do Reino Unido.

Para o diretor da National Portrait Gallery, Nicholas Cullinan, "a 'British Vogue' criou algumas das imagens mais memoráveis e influentes da história da moda".

Segundo Cullinan, as personalidades que aparecem na mostra e os fotógrafos que as retrataram, como Marlene Dietrich, por Cecil Beaton; e novamente Kate Moss, por Mario Testino, representam um "retrato extraordinário de seu tempo e uma visão panorâmica" de um século.

A forma como a exposição foi montada dá a impressão ao visitante de passar pelas páginas de uma edição da publicação.

Para os organizadores, a "British Vogue" mostrou a moda no espírito de seu tempo, "como os britânicos se vestem, se entretém ou comem e quem são as pessoas que os inspiram".

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