Governador confirma disparos em motim que deixou 52 mortos em prisão mexicana

Monterrey (México), 11 fev (EFE).- O governador do estado mexicano de Nuevo León, Jaime Rodríguez, afirmou nesta quinta-feira que no confronto de grupos rivais no presídio de Topo Chico, que deixou pelo menos 52 mortos, houve disparos efetuados por um guarda.

"Houve um ou dois disparos. Fizemos a autópsia em um dos corpos", disse o governador em entrevista à emissora "Radio Fórmula", ressaltando que se tratou de um guarda que atirou contra um dos detentos para proteger um grupo de mulheres que se encontravam em uma seção.

Em suas primeiras declarações sobre o motim, o próprio governador havia descartado o uso de armas de fogo e negou uma tentativa de fuga.

Durante o confronto, vários presos atearam fogo nos armazéns de mantimentos e as chamas acabaram chegando às áreas de dormitórios, afirmou Rodríguez.

Até o momento se contabilizam pelo menos 52 mortos, 49 deles já identificados, e 12 feridos, cinco deles em estado grave.

O confronto foi protagonizado por dois grupos rivais liderados por Jorge Ivan Hernández Cantù, conhecido como "El Credo", e Juan Pedro Salvador Saldívar Farías, o "Z27", sobre os quais se desconhece seu estado de saúde.

Ambos eram membros do cartel de Los Zetas e disputavam o controle interno do presídio.

O governador confirmou também que 36 detentos já foram transferidos a outras prisões, enquanto se espera a transferência de mais cerca de 50 prisioneiros.

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