Otan apoiará com aviões países que formam coalizão contra EI

Bruxelas, 11 fev (EFE).- Os ministros da Defesa da Otan decidiram nesta quinta-feira que os aviões Awacs de vigilância da Aliança apoiarão os países que participam da coalizão que luta contra o Estado Islâmico (EI) na Síria e no Iraque, para que eles possam concentrar mais capacidades em bombardear os alvos terroristas.

"Hoje concordamos em usar os Awacs para apoiar as capacidades nacionais em resposta ao pedido dos Estados Unidos", anunciou o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, em entrevista coletiva.

Esta medida "aumentará a capacidade da coalizão contra o EI, nosso inimigo comum, e reforçar a inteligência e a vigilância é uma parte chave da resposta da Otan às ameaças do sul e do leste".

Os Awacs da Aliança não serão enviados para a região em conflito, mas substituirão outros nacionais em missão em outros lugares, para que eles possam se somar aos ataques aéreos da coalizão na Síria e no Iraque.

Stoltenberg lembrou que todos os aliados da Otan já contribuem na coalizão internacional contra o EI, liderada pelos EUA. Hoje, ao término da reunião da Aliança Atlântica, ele terá um encontro com chefe do Pentágono, Ashton Carter.

O secretário-geral destacou que é "muito importante e uma grande vantagem para a coalizão a interoperabilidade, a experiência que os aliados da Otan desenvolveram durante anos trabalhando juntos em operações militares, como vemos agora na Síria e no Iraque".

A Otan também já está realizando esforços para estabilizar países da região, como o apoio à Tunísia e à Jordânia para que desenvolvam suas capacidades de defesa, e iniciará em breve o treinamento de militares iraquianos.

"Agora vamos ver como podemos aumentar nosso apoio, vamos proporcionar Awcas para aumentar as capacidades da coalizão de lutar contra o EI e avaliaremos constantemente se devemos fazer mais", especificou Stoltenberg.

Já Carter indicou em outra entrevista coletiva que decidiram utilizar os aviões de vigilância da Aliança "como um mecanismo para fazer com que haja mais Awacs disponíveis para os esforços de campanha da coalizão, enquanto os da Otan ocuparão o lugar de alguns nacionais onde estão posicionados agora".

"A Otan tem capacidades coletivas que seriam mais difíceis para os países individualmente se tivessem que fazer por si mesmos", argumentou, dando como exemplo os "acordos de estatuto de forças e de geração de forças".

"E se tivermos urgência de acelerar, reforçar a campanha para derrotar o EI imediatamente, a Otan poderia fazer esse tipo de contribuição, e não somente com Awacs", concluiu.

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