Senado dos EUA impulsiona pacote de sanções contra Coreia do Norte

Washington, 10 fev (EFE).- O Senado dos Estados Unidos aprovou nesta quarta-feira, de forma unânime, um projeto de lei para impor novas sanções contra a Coreia do Norte em resposta ao lançamento de um foguete por parte do regime comunista no último domingo, que muitos consideram como um teste encoberto de mísseis balísticos.

Por 96 votos a zero, os senadores aprovaram um pacote de sanções mais rígido que o estabelecido em janeiro pela Câmara dos Representantes. No entanto, o novo projeto ainda tem que ser apreciado na Câmara antes de ser enviado à Casa Branca, que ainda não se posicionou sobre esse projeto de lei.

"Quando temos supostos 'parceiros' no Conselho de Segurança da ONU que não estão dispostos a tomar medidas, fica ainda mais claro que esta instituição tem que ser pró-ativa", disse hoje o presidente do Comitê de Relações Exteriores do Senado, o republicano Robert Phillips Corker.

Apesar de o Conselho de Segurança da ONU ter condenado no domingo o lançamento do foguete e garantido que espera aprovar uma nova resolução que inclua mais sanções o mais rápido possível, o Senado dos EUA procura pressionar com seu projeto de lei a comunidade internacional a agir mais rapidamente contra a Coreia do Norte.

As sanções incluiriam o congelamento de ativos e a imposição de proibições de viagem a qualquer indivíduo que se envolva em transações financeiras que deem suporte para indústrias norte-coreanas como a nuclear e armamentista, ou que levem de alguma forma a violações dos direitos humanos e a ataques cibernéticos.

"Esta legislação representa o que o Congresso tem que fazer. A liderança americana é absolutamente crucial para deter a Coreia do Norte", afirmou o "número 2" no Comitê de Relações Exteriores do Senado, o democrata Benjamin Louis Cardin.

A votação foi tão importante que os dois senadores republicanos que concorrem pela indicação do partido para as eleições presidenciais de novembro, Marco Rubio e Ted Cruz, retornaram a Washington para votar em favor da medida, algo que o senador Bernie Sanders, pré-candidato democrata, não fez.

Cruz afirmou inclusive que Obama deveria estar à frente da imposição de sanções contra a Coreia do Norte e que também deveria incluir o país asiático na lista de Estados patrocinadores do terrorismo, da qual o regime foi retirado em 2008 e na qual agora estão apenas Irã, Sudão e Síria.

"O presidente tem que pressionar a China para que detenha a Coreia do Norte e tem que parar de fingir que a China é um amigo neste tema", afirmou o senador pelo Texas e pré-candidato presidencial.

Precisamente hoje, o Japão aprovou a ampliação de suas sanções unilaterais sobre a Coreia do Norte em resposta ao lançamento do foguete no último domingo, limitando as viagens entre os dois países e proibindo a entrada de embarcações norte-coreanas nos portos japoneses.

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