Cerca de 80 mil refugiados e imigrantes chegaram à Europa no início de 2016

Genebra, 12 fev (EFE).- Cerca de 80 mil refugiados e imigrantes chegaram à Europa nas seis primeiras semanas do ano, após atravessar o Mediterrâneo em frágeis embarcações, e 400 morreram nessas travessias, informou nesta sexta-feira a ONU.

"Apesar do mar revolto, do inverno rigoroso e dos sofrimentos que suportam ao chegar, cerca de 2.000 pessoas por dia continuam arriscando suas vidas e as de seus filhos tentando chegar à Europa", informou a Agência das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur).

Em seis semanas foram registradas mais chegadas que nos primeiros quatro meses de 2015.

Dos que chegaram desde que começou o ano, 58% foram mulheres e crianças, enquanto um em cada três dos que desembarcaram na Grécia foram crianças, contra um em cada dez em setembro passado.

O organismo esclareceu que, apesar de que certos setores queiram apresentar esta situação como uma crise migratória, a avaliação do perfil de quem entra na Europa indica que 91% provém dos dez países do mundo que geram mais refugiados, seja por conflitos armados ou perseguição.

As condições adversas em todos os sentidos para os refugiados não os desanimam de fazer a travessia para a Europa.

"As pessoas conhecem os riscos. Os naufrágios são diários e há alguns que nem sequer entram em nosso radar", declarou a porta-voz do Acnur, Melissa Fleming.

Em entrevista coletiva, o responsável da resposta do organismo à crise de refugiados, Vincent Cochetel, lamentou que o programa de realocação de refugiados entre os países da União Europeia não esteja funcionando.

"O plano é de alocar 160 mil refugiados em um prazo de dois anos e, por enquanto, não está funcionando, mas não por isto devemos matá-lo. Não temos um plano B", explicou.

Cochetel considerou que o grande obstáculo é que este problema está em países para onde os refugiados vão, enquanto os demais espaços do bloco praticamente não são afetados e não se sentem suficientemente envolvidos.

Alemanha e Suécia são os principais receptores de refugiados desde o ano passado, enquanto Grécia e em menor medida Itália são os dois lugares de desembarque.

Cochetel pediu que sejam oferecidas aos refugiados vias legais para chegar à Europa e que eles não continuem pondo suas vidas nas mãos de traficantes de pessoas.

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