Congresso dos EUA aprova novas sanções contra Coreia do Norte

Washington, 12 fev (EFE).- O Congresso dos Estados Unidos aprovou nesta sexta-feira uma lei que impõe novas sanções à Coreia do Norte em resposta ao lançamento de um foguete no domingo passado, que muitos consideram um teste encoberto de mísseis balísticos.

Com 408 votos a favor e apenas dois contra, a Câmara dos Representantes aprovou a lei, que já foi respaldada pelo Senado na quarta-feira passada por unanimidade.

"A Coreia do Norte é uma casa dos horrores dos direitos humanos", afirmou o presidente do Comitê de Relações Exteriores da Câmara, o republicano Ed Royce.

O presidente Barack Obama tem agora que sancionar a lei e, embora a Casa Branca tenha deixado entrever seu apoio, não emitiu uma avaliação detalhada do texto legislativo.

A lei autoriza sanções obrigatórias à Coreia do Norte, ou seja, que ao invés de outorgar discrição ao presidente dos Estados Unidos na hora de impor as restrições, lhe ordenaria diretamente sua aplicação.

As sanções incluem o bloqueio de ativos e a imposição de proibições de viagem a qualquer um que se envolva em transações financeiras que apoiem indústrias norte-coreanas como a nuclear ou armamentista, ou que repercutam de alguma forma em violações aos direitos humanos ou em ataques cibernéticos.

Embora o Conselho de Segurança da ONU tenha condenado no domingo o lançamento do foguete norte-coreano e garantido que espera aprovar o mais rápido possível uma nova resolução que inclua mais sanções, o Congresso dos EUA procura com essa lei pressionar a comunidade internacional a atuar mais rapidamente contra a Coreia do Norte.

Apesar do regime norte-coreano ter assegurado que lançou um satélite, a comunidade internacional suspeita que pode ter sido um teste ilegal de mísseis balísticos intercontinentais.

Além disso, a Coreia do Norte efetuou no mês passado seu quarto teste de armas nucleares e garantiu que tinha detonado com sucesso uma bomba de hidrogênio, mas o governo americano se mostrou cético em relação a este último dado.

Royce ressaltou hoje que a "política de paciência estratégica" do governo Obama "não está funcionando" e pediu "uma ação coordenada" para conter o regime norte-coreano.

"Devemos ser sérios com a aplicação das sanções", destacou o representante republicano.

Mais além foi o pré-candidato presidencial republicano, Ted Cruz, que na quarta-feira passada, ao votar a favor da lei no Senado, sugeriu que Obama deveria voltar a incluir a Coreia do Norte na lista de Estados patrocinadores do terrorismo, da qual esse país foi eliminado em 2008 e na qual agora só estão Irã, Sudão e Síria.

"O presidente tem que pressionar à China para que apazigue a Coreia do Norte e deixar de fingir que a China é um amigo neste tema", concluiu Cruz.

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