EUA e Cuba pretendem iniciar voos comerciais diretos no último trimestre

Washington, 12 fev (EFE).- O governo dos Estados Unidos anunciou nesta sexta-feira a assinatura de um memorando de entendimento com Cuba em matéria de aviação civil, após o que espera-se que comecem no último trimestre deste ano os voos comerciais diretos entre os dois países.

Como consequência serão permitidos até 20 voos diários diretos dos EUA a Havana e mais 10 a outros nove aeroportos internacionais cubanos, entre eles Santiago de Cuba, Manzanillo e Camagüey, detalhou o subsecretário de Estado adjunto para Assuntos de Transporte americano, Thomas Engle, em uma conferência telefônica para comentar os detalhes do acordo.

"No total poderíamos chegar a um máximo de 110 voos diretos entre EUA e Cuba. Mas obviamente isto dependerá da demanda do mercado", acrescentou Engle, antecipando que a assinatura do memorando vai acontecer na próxima terça-feira em Havana.

Além disso, explicou que o acordo permitirá o prosseguimento das operações de companhias charter já existentes, que realizam entre 10 e 15 voos diários a Cuba.

O governo americano abrirá agora a convocação para que as companhias aéreas possam apresentar suas propostas, da qual fica excluída, por enquanto, a Cubana de Aviación até que consiga autorização por parte do Departamento do Tesouro dos EUA, que tomará uma decisão sobre as permissões outorgadas para cobrir estas rotas "no segundo trimestre".

"Se não houver problemas, as primeiras passagens poderão ser vendidas no terceiro trimestre", ressaltou o funcionário americano.

O memorando de entendimento será assinado no próximo dia 16 de fevereiro em Havana com a participação do secretário de Transporte de EUA, Anthony Foxx, e seu homólogo cubano, Adel Yzquierdo.

Este acordo inscreve-se no processo em andamento de restabelecimento das relações entre EUA e Cuba.

Em 17 de dezembro de 2014, os presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama, e de Cuba, Raúl Castro, anunciaram o início de um processo para normalizar as relações bilaterais que desembocou, em julho do ano passado, na reabertura das respectivas embaixadas em Havana e Washington após mais de meio século de inimizade.

No entanto, apesar das palavras amenas e do progressivo degelo, ainda restam temas muito complexos a resolver, como as compensações econômicas mútuas, e persistem grandes diferenças entre os dois países em assuntos como imigração e direitos humanos.

Em relação ao embargo econômico sobre a ilha, embora Obama tenha decretado medidas executivas para flexibilizar as viagens e algumas transações comerciais, sua suspensão completa depende do Congresso dos EUA, controlado hoje em sua totalidade pelos republicanos, que se opõem majoritariamente a sua eliminação.

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