ONU celebra acordo sobre a Síria e já trabalha para conceder ajuda

Nações Unidas, 12 fev (EFE).- A ONU celebrou nesta sexta-feira o acordo firmado por Estados Unidos e Rússia para uma cessação das hostilidades na Síria no prazo de uma semana e anunciou que já trabalha para facilitar a entrada imediata de ajuda às localidades sitiadas.

O secretário-geral da entidade, Ban Ki-moon, destacou através de um porta-voz o trabalho feito em Munique, na Alemanha, pelo Grupo Internacional de Apoio à Síria liderado por EUA e Rússia e o impulso que dado para resolver a situação no país árabe.

Stéphane Dujarric, porta-voz do diplomata sul-coreano, ressaltou a importância de os membros desse grupo - que conta com a participação de Turquia, Irã e Arábia Saudita, entre outros - utilizarem sua influência sobre as partes para pressionar a favor da cessação da violência.

De acordo com Dujarric, as Nações Unidas sediaram hoje em Genebra um primeiro encontro do grupo de trabalho encarregado de facilitar o acesso humanitário na Síria, como as potências tinham definido no dia anterior.

O chefe humanitário da ONU, Stephen O'Brien, exigiu às partes do conflito que garantam que a ajuda possa entrar de forma segura e sem interrupções em todas as localidades.

"As pessoas da Síria - em Aleppo, Madaya, Fua, Kefraya, Deir ez Zor ou qualquer outro lugar - necessitam o fim da brutal violência e dos bombardeios, de não poder se movimentar com liberdade. Precisam de alimentos e atendimento médico", disse em comunicado.

O'Brien afirmou que a ONU está pronta para dar ajuda e proteção aos civis e lembrou que para isso necessita um acesso seguro e sustentado em todo o país.

"Acima de qualquer outra coisa, necessitamos ver uma ação substancial no terreno, para que os sírios e seus vizinhos possam começar a reconstruir suas vidas e seu país", insistiu.

Os integrantes do Conselho de Segurança da ONU mantiveram nesta sexta-feira alguns contatos informais sobre o acordo anunciado ontem à noite em Munique e se mostraram de acordo em esperar alguns dias antes de tomar alguma iniciativa, explicou aos jornalistas o embaixador venezuelano, Rafael Ramírez, que neste mês preside o órgão.

"Todo o mundo está de acordo em esperar um pouco, talvez até a próxima semana, para ter uma ideia mais clara sobre o que devemos fazer", disse Ramírez.

A Venezuela, segundo Ramirez, acredita que o Conselho de Segurança deve apoiar com uma nova resolução o pacto do Grupo Internacional de Apoio à Síria e o trabalho do mediador da ONU, Staffan de Mistura.

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