Ataque contra ONU no Mali é reivindicado por jihadistas do Ansar Dine

Nouakchott, 13 fev (EFE).- O grupo terrorista Ansar Dine, dirigido pelo tuaregue malinês Iyad ag Ghali, reivindicou na sexta-feira à noite o ataque perpetrado neste mesmo dia contra um quartel da missão da ONU no Mali (Minusma) que terminou com pelo menos cinco mortos e mais de 30 feridos, segundo números da ONU.

Em mensagem dirigido à agência mauritana privada "Al Akhbar", canal habitual de comunicação dos grupos jihadistas no Sahel, Ansar Dine diz ter perpetrado o ataque, e assegura que foram mortas 70 pessoas com um caminhão carregado de explosivos que explodiu dentro do quartel, enquanto seus homens disparavam mísseis desde fora.

A ONU falou ontem de "um complexo ataque", sem dar mais detalhes, mas outras fontes policiais no Mali confirmaram que se tratou de um ataque combinado com um caminhão-bomba, um ou dois suicidas e vários mísseis, enquanto o número oficial de mortos, que em um primeiro momento eram dois, subiu horas depois até "pelo menos cinco", segundo a última apuração oficial.

O comunicado de Ansar Dine precisa que o caminhão era pilotado pelo mauritano Mohammed Abdelahi Ould Hudaiya Al Hasni, conhecido como Arrabi Chinguetti, e diz que o alvo principal deste quartel, que leva o nome de Kandi, é o reduto dos franceses.

No entanto, as informações chegadas de Kidal apontam que a maior parte dos baixas são "boinas azuis" guineanos.

"Isto é uma mensagem dirigida aos conquistadores cruzados e aos que os apoiam ou se comprometem a enviar tropas, como o presidente alemão durante sua visita a Bamaco", afirma o comunicado em alusão à visita ontem de Joachim Gauck e ao crescente compromisso da Alemanha com a missão da Minusma.

Ansar Dine é um dos grupos mais ativos no Sahel: formado por tuaregues malineses que do independentismo passaram ao jihadismo, se negou a prestar lealdade ao Estado Islâmico e renovou no ano passado sua aliança com a Al Qaeda no Magrebe Islâmico (AQMI).

Além do ataque em Kidal, ontem houve outro ataque na região de Timbuktu (também no norte do Mali), neste caso dirigido contra o Exército malinês, que deixou três soldados mortos e três feridos. EFE

mo/ff

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