Raúl Castro condecora patriarca Kirill com maior distinção de Cuba

Havana, 13 fev (EFE).- O presidente de Cuba, Raúl Castro, condecorou neste sábado o patriarca russo Kirill com a ordem "José Martí", a maior distinção concedida pelo país, dada ao líder ortodoxo durante sua visita ao território cubano.

A condecoração, entregue em cerimônia formal com a presença das principais autoridades do governo, é "uma expressão de respeito e afeto" do povo cubano à Igreja Ortodoxa Russa e "especialmente" a Kirill.

Segundo um trecho lido no ato transmitido pela televisão oficial, com essa distinção se destaca o papel do patriarca russo à frente de uma "igreja que prestigia o diálogo, o entendimento e o respeito entre os povos".

A ordem "José Martí" reconhece também o "trabalho permanente" de Kirill por trás da aproximação entre Cuba e Rússia.

Kirill comentou que considera "seu dever" apoiar as relações entre ambos os países, baseadas em "fortes raízes", conservadas na "memória histórica de ambos os povos", e reafirmou seu compromisso de "fazer todo o possível" para que estes elos alcancem "um novo nível, mais alto e mais ativo".

Durante a cerimônia, realizada no Palácio da Revolução de Havana, estiveram presentes o primeiro vice-presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, o líder do parlamento unicameral, Esteban Lazo, e o chanceler Bruno Rodríguez.

Como parte do itinerário oficial para este sábado, o patriarca russo Kirill visitou de manhã o Mausoléu do Soldado Internacionalista Soviético e percorreu a escola "Solidariedade com o Panamá" para crianças com necessidades especiais, às quais doou cadeiras de rodas, computadores portáteis e brinquedos.

Kirill assistirá nesta noite a um concerto em sua homenagem, que acontecerá no teatro Martí de Havana Velha. Embora não esteja na agenda oficial, o patriarca russo ainda deve se reunir com o ex-presidente cubano Fidel Castro, de 89 anos e retirado do poder desde 2006.

A visita oficial de Kirill a Cuba terminará neste domingo, dia em que celebrará uma liturgia na Catedral de Nossa Senhora de Kazan, único templo ortodoxo russo em território cubano, onde há cerca de 15 mil fiéis.

A histórica reunião e a assinatura de uma declaração conjunta entre o papa Francisco e Kirill na sexta-feira abriu um canal de diálogo e cooperação entre as igrejas católica e ortodoxa, após quase mil anos de ruptura, que busca uma frente comum para os desafios do mundo atual como a perseguição do cristianismo, a violência e o terrorismo.

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