Rússia exige honestidade dos EUA para alcançar acordo sobre a Síria

Munique (Alemanha), 13 fev (EFE).- O ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, afirmou neste sábado que a cooperação entre seu país e os EUA é básica para a cessação da violência na Síria e advertiu que não haverá acordo sem um "contato honesto".

Lavrov realizou estas declarações ao discursar na Conferência de Segurança de Munique (MSC), denominada "Davos da Defesa", que termina no domingo, com o conflito em torno de Síria como tema principal

"Se não tivermos um contato honesto" entre Rússia e Estados Unidos, será "impossível implementar algo", garantiu o chefe da diplomacia russa.

"O instrumento-chave para levar adiante" os dois pontos principais estipulados ontem em nível internacional -a distribuição imediata de ajuda humanitária na Síria e a cessação das hostilidades em uma semana- é segundo sua opinião a "cooperação e coordenação diária em nível militar entre a coalizão liderada pelos EUA e Rússia".

Lavrov pediu que Washington "acostume-se a trabalhar em equipe" e supere a "miopia política" do excepcionalismo dos Estados Unidos para conseguir avanços na Síria como ocorreu no final do ano passado na negociação nuclear iraniana.

"Podemos conseguir um êxito", disse o ministro, embora tenha exigido que as partes não ponham "requisitos prévios", em referência à exigência de algumas partes de exigir a saída do presidente sírio, Bashar al Assad.

"Não deveria demonizar Al-Assad, não deveria demonizar ninguém, exceto os terroristas", afirmou Lavrov.

Com relação às atrocidades são atribuídas a Assad, como empregar a fome como arma de guerra sitiando cidades, o ministro russo garantiu que "todos" na guerra estão "fazendo algo ruim do ponto de vista humanitário".

A MSC está centada nesta 52ª edição na Síria e nas três vertentes de sua crise -guerra civil, catástrofe humana e Estado Islâmico- embora também pretende analisar outros assuntos como o conflito no leste da Ucrânia, a situação da China, a ameaça do terrorismo jihadista global e as diferenças entre Rússia e a Otan.

Em Munique estão presentes, entre 30 chefes de Estado e governo e 70 ministros, o secretário de Estado dos EUA., John Kerry, o presidente ucraniano, Petro Poroshenko, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Mohammad Javad Zarif, e o primeiro-ministro russo, Dimitri Medvedev.

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