Turquia afirma que ataque a curdos no norte da Síria foi resposta a ofensiva

(Corrige título).

Ancara, 13 fev (EFE).- A Turquia afirmou que o bombardeio a posições das milícias curdas no norte da Síria foi realizado em resposta às bombas do grupo que caíram em solo turco neste sábado.

A emissora "CNNTÜRK" e o jornal "Hürriyet" citaram fontes das forças de segurança para explicar que o bombardeio turco foi uma reação a ataques sofridos tanto de tropas do regime sírio como da milícia curda do PYD, um grupo filiado ao PKK, a guerrilha curda da Turquia.

Fontes militares turcas indicaram que o PYD atacou a base militar de Akcabaglar neste sábado com morteiros disparados da cidade de Asaz, fronteiriça com o território turco. Segundo essas fontes, em um incidente similar, o exército sírio atacou um posto militar na província de Hatay.

Como resposta, e aplicando as normas de combate, a Turquia disparou fogo de artilharia contra as posições curdas e do exército sírio.

Antes desta troca de fogo, o primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoglu, havia advertido hoje que o exército poderia intervir contra as milícias curdas na Síria, como vem fazendo há anos contra as bases do PKK no norte do Iraque.

"Se houver uma ameaça contra a Turquia, tomaremos as mesmas medidas na Síria que tomamos no Iraque e não duvidaremos em aplicar as medidas necessárias", advertiu.

A Turquia considera tanto YPD como PKK como grupos terroristas. O governo turco criticou duramente os Estados Unidos por manter contatos com o YPD, grupo que Washington considera um aliado importante na luta contra os jihadistas do Estado Islâmico (EI).

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