Turquia e Arábia Saudita apostam por operação terrestre contra o EI na Síria

Ancara, 13 fev (EFE).- O ministro das Relações Exteriores da Turquia, Mevlut Cavusoglu, insistiu neste sábado na determinação de seu país de lutar contra o grupo jihadista Estado Islâmico (EI) e em que tanto seu país como a Arábia Saudita estão dispostos a uma operação terrestre na Síria.

"Declaramos que a Turquia e Arábia Saudita, todos nós, podemos participar de uma operação terrestre. Dizem que a Turquia não tem vontade de lutar contra o EI, mas as propostas mais concretas foram feitas pela Turquia", disse o ministro rumo a Munique, onde participa neste sábado da Conferência de Segurança.

Segundo informam os jornais "Milliyet" e "Yeni Safak", o ministro se referiu à possibilidade de as tropas sauditas poderem entrar na Síria desde solo turco.

"Isto é um desejo, nada planejado. A Arábia Saudita está enviando aviões e dizendo que poderia fornecer tropas para uma operação terrestre quando for preciso", disse Cavusoglu.

O ministro turco se referia à chegada de aviões militares sauditas à base turca de Incirlik, desde onde Estados Unidos já está realizando ataques aéreos contra o EI na Síria.

Cavusoglu indicou que a chegada dos caças-bombardeiros, cujo número não precisou, e a disposição de enviar tropas mostram "a determinação da Arábia Saudita de lutar contra o terrorismo na Síria.

O ministro opinou que os 65 países que formam a coalizão contra os jihadistas poderiam acabar com eles desde terra e que assim perderia sentido o que considera é uma estratégia da Rússia de obrigar a escolher entre dois males: o Estado Islâmico ou o regime do presidente sírio Bashar al Assad, que é apoiado por Moscou.

Ancara e Riad têm opiniões parecidas sobre a Síria e Turquia respalda proposta saudita de estabelecer uma frente comum de países muçulmanos contra o terrorismo, explicou o ministro turco.

Cavusoglu voltou a criticar os Estados Unidos por manterem contatos com o PYD, uma milícia curda que luta contra os jihadistas mas que é considera pela Turquia como terrorista.

A Turquia exigiu que Washington decida se apoia Ancara ou os "terroristas".

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