Valls exige fim de bombardeios a civis sírios e Medvedev nega esses fatos

Munique (Alemanha), 13 fev (EFE).- O primeiro-ministro francês, Manuel Valls, exigiu neste sábado o fim dos bombardeios sobre civis na Síria e seu colega russo, Dimitri Medvedev, respondeu que não há nenhuma evidência para essas acusações.

Essa troca de farpas entre ambos chefes de governo aconteceu na Conferência de Segurança Munique (MSC), conhecida como o "Davos da Defesa", realizado até domingo nessa cidade alemã e que se centra no conflito da Síria.

Valls, que compartilhou o palco com Medvedev, exigiu em sua intervenção que se detenham "os bombardeios a civis" na Síria, em uma clara referência às ações das forças aéreas russas sobre a cidade de Aleppo em apoio ao Exército do presidente sírio, Bashar al-Assad.

Além disso, indicou que apesar do acordo de ontem ser um "passo importante", "deve ser materializado" porque é necessária a paz e as negociações.

Imediatamente depois, o primeiro-ministro russo discursou na MSC e ressaltou que "não há nenhuma evidência" de que seu país esteja "bombardeando civis" na Síria.

A postura oficial da Rússia neste assunto é que seus aviões estão bombardeando exclusivamente posições terroristas, algo negado pelos países ocidentais, ao assegurar que Moscou ataca os rebeldes que a coalizão liderada pelos EUA está apoiando.

Segundo sua opinião, na crise síria "não há alternativa" ao diálogo internacional porque o essencial é preservar "a unidade" do país e "evitar uma nova Líbia ou um novo Afeganistão", algo que seria "catastrófico".

É "vital" estar de acordo nas "questões principais" em torno da crise porque a Síria pode se desintegrar perante o avanço jihadista, o que transformaria o conflito em uma "guerra permanente".

"Temos um inimigo comum e esse deveria ser nosso alvo básico", afirmou.

A MSC se centra em sua 52ª edição na Síria e nas três vertentes de sua crise -guerra civil, catástrofe humanitária e Estado Islâmico- embora também analisará outros assuntos como o conflito no leste da Ucrânia, a situação da China, a ameaça do terrorismo jihadista global e as diferenças entre Rússia e a Otan.

Em Munique estão presentes, entre 30 de chefes de Estado e governo e 70 ministros, o secretário de Estado americano, John Kerry, o presidente ucraniano, Petro Poroshenko, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Mohammad Javad Zarif e o primeiro-ministro russo, Dimitri Medvedev.

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