Egito abre passagem e 1.323 cruzam fronteira entre Egito e Gaza no 1° dia

Cairo, 14 fev (EFE).- Um total de 1.323 pessoas cruzaram o posto fronteiriço de Rafah, entre Egito e Gaza, no primeiro dia da abertura excepcional da passagem, que começou ontem e terminará neste domingo, informou a agência oficial egípcia de notícias, "Mena".

Do total de pessoas que passaram pela passagem ontem, 721 cruzaram desde Gaza ao Egito, entre as quais pessoas que estavam presas no posto fronteiriço e casos humanitários.

As outras 602 pessoas cruzaram o posto de Rafah desde a península egípcia do Sinai para Gaza.

Além disso, à Faixa palestina entraram 24 caminhões que levavam 2.265 toneladas de cimento para satisfazer as necessidades dos projetos de reconstrução da região, acrescentou "Mena".

No verão de 2014, a última grande ofensiva militar israelense na Faixa de Gaza causou uma grande destruição em seu território, além de deixar 2,1 mil mortos -mais de 500 menores- e 11 mil feridos.

As autoridades egípcias reabriram ontem durante dois dias a passagem de Rafah para permitir o cruzamento de centenas de palestinos após permanecer 70 dias fechada.

A passagem de Rafah é o principal nexo de união entre os mais de 1,8 milhão de residentes de Gaza e o mundo exterior que não passa por Israel, que exerce um bloqueio sobre o enclave litorâneo desde 2007.

O presidente egípcio, Abdul Fatah Al Sisi, não dava a ordem de abertura da passagem desde 3 de dezembro de 2015, um ano no qual esteve aberta apenas por 21 dias, segundo denunciou o grupo islamita palestino Hamas.

A revolução egípcia de janeiro de 2011 e o posterior chegada ao poder do islamita Mohammed Mursi fizeram possível uma maior abertura da passagem, que foi novamente fechada após a derrocada militar do líder em julho de 2013.

O Egito acusa o Hamas de patrocinar atividades terroristas no Sinai e rejeita reabrir a passagem de Gaza de forma permanente até que não se ponha em prática a reconciliação entre o grupo islamita e o nacionalista Fatah do presidente palestino, Mahmoud Abbas, e sejam forças da Autoridade Nacional Palestina (ANP) as que administrem a fronteira.

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