Novos bombardeios turcos em Aleppo deixam dois mortos e sete feridos

Cairo/Ancara, 14 fev (EFE).- Pelo menos dois membros de uma aliança rebelde curdo-árabe morreram neste domingo e outros sete ficaram feridos em novos ataques aéreos turcos no norte da província setentrional síria de Aleppo, segundo informou o Observatório Sírio de Direitos Humanos.

Os bombardeios afetaram posições da milícia Forças da Síria Democrática (FSD) nas zonas de Meneg e Deir Jamal.

As forças turcas prosseguiram, além disso, com os bombardeios contra áreas controladas pelas FSD nos arredores de Azaz e Afrin, no norte e noroeste de Aleppo.

As FSD são uma aliança curdo-árabe que luta contra o grupo terrorista Estado Islâmico (EI) e recebe apoio militar de Washington.

Ontem, o Exército turco bombardeou os arredores da cidade de Azaz, fronteiriça com o território turco, assim como os povos de Al Malakia e Meneg, todos eles dominados pelas Unidades de Proteção do Povo.

A Turquia não concorda com o respaldo americano à milícia curda da Síria, já que considera que a mesma está ligada com a guerrilha do PKK.

O primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoglu, advertiu ontem à noite que seu país não permitirá que a milícia curda ameace sua fronteira e exigiu que se mantenha afastada do corredor que conecta a cidade síria de Aleppo, palco de duros combates, com a Turquia.

"Responderemos imediatamente a qualquer altercador em nossa fronteira. O YPG deve abandonar imediatamente Azaz (cidade perto do limite turco) e seus arredores e não se aproximar mais. Não tentará cortar de novo o corredor de Aleppo", ameaçou Davutoglu.

Também em Aleppo continuam os enfrentamentos entre facções islamitas e rebeldes, por uma parte, e as FSD, por outra, sem que esta última milícia tenha alcançado algum avanço.

Pelo menos um membro das FSD morreu nos combates.

Por outro lado, o Observatório informou hoje que aviões, provavelmente russos, lançaram vários ataques a zonas das localidades de Menbeg e Al Bab, no nordeste de Aleppo, dominadas pelo EI.

Além disso, a ONG afirmou que forças leais ao regime sírio livraram combates com organizações islamitas e rebeldes e o Frente al Nusra (filial da Al Qaeda na Síria) na periferia das localidades de Bayanun e Adnan, no norte de Aleppo.

Adnan e as zona de Hritan, Tamura e Ásia, foram também bombardeadas por aeronaves, provavelmente russas.

Em 1 de fevereiro, as Forças Armadas sírias iniciaram uma ofensiva no norte de Aleppo, onde recuperaram o controle de várias localidades e desde onde tentam cercar completamente os distritos em poder dos rebeldes na capital homônima da província.

Esta ofensiva provocou uma onda de dezenas de milhares de deslocados internos, que fugiram dos combates em Aleppo e se encontram apanhados em território sírio junto à fronteira com a Turquia.

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