Presidente interino do Haiti assume cargo com missão de superar a crise

Porto Príncipe, 14 fev (EFE).- O presidente interino do Haiti, Jocelerme Privert, assumiu o cargo neste domingo em cerimônia realizada no Palácio Nacional em Porto Príncipe perante os membros do parlamento (bicameral), o corpo diplomático e a hierarquia da Igreja Católica.

Privert, eleito presidente interino em sessão da Assembleia Nacional que terminou nesta madrugada, chega ao comando do país com a missão de concluir o difícil processo eleitoral e dar passagem a um governo legítimo, que assumiria o poder no mês de maio.

O novo governante era até ontem presidente do Senado, cargo que assumiu em meados de janeiro, e é um experiente servidor público que desempenhou funções importantes nos governos de Jean Bertrand Aristide e de René Préval.

Privert, de 63 anos, foi um dos signatários do acordo que busca uma saída para o vácuo de poder causado pela ausência de um presidente legítimo no país, após o término do mandato constitucional de Michel Martelly, que deixou o posto em 7 de fevereiro.

Antes de abandonar o poder, Martelly, junto a Privert e ao presidente da Câmara dos Deputados haitiana, Cholzer Chancy, estabeleceram os mecanismos para a formação de um governo transitório.

Esse acordo foi cumprido em sua primeira parte, com a escolha de um presidente interino, por isso Privert tem agora a missão de concluir o truncado processo eleitoral e entregar o poder a um governo legítimo no dia 14 de maio.

Esta é a primeira vez em 70 anos que o parlamento haitiano vota para escolher um presidente do país.

O Haiti tinha previsto realizar o segundo turno das eleições presidenciais no dia 24 de janeiro, mas o pleito foi adiado pelo Conselho Eleitoral Provisório dois dias antes devido à deterioração da segurança e as ameaças de morte contra quase todos os membros do órgão.

O primeiro turno ocorreu em 25 de outubro de 2015 e teve como candidatos mais votados o governista Jovenel Moise e o opositor Jude Celestin, que rejeitou os resultados por considerá-los fraudulentos.

Celestin anunciou, então, que não compareceria ao segundo turno, previsto para 27 de dezembro, o que contribuiu para que o Conselho Eleitoral Provisório (CEP) tomasse a decisão de suspender o pleito. EFE

rsl/vnm

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