EUA condenam ataques contra hospitais na Síria e duvidam de vontade da Rússia

Washington, 15 fev (EFE).- O Departamento de Estado dos Estados Unidos condenou nesta segunda-feira os ataques das últimas horas contra vários hospitais no norte da Síria e expressou dúvidas sobre a vontade da Rússia para contribuir à cessação das hostilidades no país árabe.

O porta-voz do Departamento de Estado, John Kirby, transmitiu a condenação dos EUA aos bombardeios efetuados nas últimas horas contra "alvos civis inocentes", entre eles um hospital infantil e de maternidade em Azaz e um hospital apoiado pela ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF), ambos no norte da Síria.

Os ataques, realizados supostamente por membros governamentais, "levantam dúvidas sobre a vontade ou habilidade da Síria para ajudar a parar a brutalidade do regime de Bashar al Assad contra sua própria gente", declarou o porta-voz da diplomacia americana em comunicado.

Em sua nota, Kirby apontou como responsável destes últimos bombardeios Assad e seus aliados, que promovem "ataques sem causa e sem suficiente consideração das obrigações internacionais para proteger vidas inocentes", uma vez que atacar hospitais em guerra viola a lei internacional humanitária.

Para os EUA, esta ofensiva "vai contra" os apelos unânimes pelo fim da violência formulados pelo Grupo Internacional de Apoio à Síria, integrado entre outros pelos EUA e pela Rússia e que na Conferência de Segurança de Munique (MSC) decidiu conseguir em uma semana a "cessação das hostilidades" na Síria.

"Pedimos de novo a todas as partes que cessem os ataques contra civis e deem imediatamente passos para garantir o acesso de ajuda humanitária e a cessação de hostilidades que tanto necessita o povo sírio", concluiu Kirby em sua nota.

A organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) confirmou hoje que pelo menos sete pessoas morreram e outras oito estão desaparecidas, embora "presumivelmente mortas", pelo bombardeio contra o hospital que apoia no norte da Síria.

A Síria sofre há cinco anos um conflito que causou mais de 260.000 mortes, segundo a apuração elaborada pelo Observatório Sírio de Direitos Humanos, com sede em Londres e uma ampla rede de ativistas no terreno.

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