Jornalistas americanos que cobriam manifestação no Bahrein são detidos

Manama, 15 fev (EFE).- Quatro jornalistas americanos foram detidos pelas forças de segurança do Bahrein enquanto cobriam as manifestações pelo 5° aniversário da revolução nesse país, informaram nesta segunda-feira à Agência Efe testemunhas.

Os repórteres, que permanecem atualmente em custódia policial, foram detidos ontem na zona de maioria xiita de Sitra, ao sul da capital Manama, onde ocorrem passeatas em comemoração ao aniversário da revolta popular que explodiu em 14 de fevereiro de 2011, dentro da "Primavera Árabe".

Um dos jornalistas foi detido ontem pela tarde, quando a polícia interveio para dispersar uma manifestação, enquanto os outros três foram detidos posteriormente, em um posto de controle na saída de Sitra, que se encontra em uma ilha.

A equipe de quatro jornalistas freelancer viajou ao país árabe para realizar um trabalho jornalístico para o meio digital "The Huffington Post", segundo revelaram as testemunhas.

A polícia de Manama emitiu hoje um comunicado no qual informou a detenção de quatro cidadãos americanos, entre eles uma mulher.

O comunicado detalha que um dos americanos foi detido durante sua participação em "distúrbios" na ilha de Sitra, enquanto os outros três foram detidos posteriormente em um posto de controle na mesma zona.

Segundo as autoridades, os quatro realizaram "atos de violência e de sabotagem" e "agrediram os membros das forças de segurança".

Além disso, a polícia garantiu que algum deles exerceu a "atividade jornalística sem autorização das autoridades".

Os indivíduos entraram ao país em 11 e 12 de fevereiro e facilitaram "informações incorretas" às autoridades sobre o motivo de sua viagem e sua profissão, assegurando que visitavam o Bahrein por turismo, destacou o comunicado.

As autoridades iniciaram os procedimentos legais oportunos e o caso foi levado à Procuradoria Geral de Bahrein, concluiu o comunicado, que não especificou onde estão sendo presoss e em que condições se encontram.

Desde 2011, o Bahrein limitou a liberdade de imprensa e a entrada de jornalistas estrangeiros ao país para evitar que dar voz à oposição interna, que segue se mobilizando apesar da dura repressão.

O reino de Bahrein é governado por uma monarquia sunita, mas a população é majoritariamente xiita e liderou a revolta frustrada de 2011 para pedir maiores direitos e igualdade.

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