ONU pede que parlamento de Tobruk aceite novo governo líbio de unidade

Trípoli, 15 fev (EFE).- O enviado especial da ONU para a Líbia, Martin Kobler, pediu nesta segunda-feira ao parlamento líbio de Tobruk que dê um passo histórico e aceite a composição do novo governo de unidade proposto no domingo na cidade marroquina de Skhirat.

Em comunicado divulgado no site do organismo das Nações Unidas para a Líbia (UNSMIL), o diplomata alemão pediu que "não seja desperdiçada esta oportunidade histórica para a paz" no país.

Os deputados de Tobruk devem "assumir suas responsabilidades em virtude dos termos do acordo político líbio e fazer o que é correto para a Líbia e seu povo, com a proposta de estabelecer um governo de união nacional", afirmou.

"Agora é sua a responsabilidade de salvar o país do flagelo do conflito e da destruição", acrescentou.

O novo Gabinete, apresentado ontem à noite pelo Conselho Presidencial designado pela ONU, ficou reduzido a 13 pastas frente às 26 que conformavam o primeiro e respeitou a repartição proporcional dos ministérios entre as três regiões históricas da Líbia.

Finalmente, a zona oeste (Tripolitania) administrará cinco pastas, a zona leste (a Cirenaica) quatro, e as regiões do sul outras quatro.

O Ministério da Defesa, que durante todo o processo foi o principal empecilho, voltou a ficar em poder da região de Tripolitania.

O parlamento que governa em Tobruk se reunirá em breve para votar a composição do governo de união nacional, que pretende se instalar na capital e necessitará também por isso do sinal verde das autoridades em Trípoli.

Responsáveis próximos a esse Executivo mostraram à Agência Efe sua esperança de que desta vez o Gabinete seja aceito e possa começar a exercer, apesar de persistir a divisão tanto na câmara como no seio do próprio Conselho Presidencial que o elegeu.

Desde as últimas eleições, o poder está dividido na Líbia entre Tobruk, reconhecido pela comunidade internacional, e Trípoli, rebelde, com dois governos que são apoiados por diferentes grupos islamitas, senhores da guerra, líderes tribais e contrabandistas de armas, petróleo, pessoas e drogas.

Do enfrentamento se aproveitam grupos jihadistas vinculados ao Estado Islâmico (EI) e à organização da Al Qaeda no Magrebe Islâmico, que ganharam terreno e estenderam sua influência ao resto do norte da África.

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