Principal candidato opositor é preso em Uganda a três dias de eleições

Campala, 15 fev (EFE).- A polícia deteve nesta segunda-feira o principal candidato da oposição em Uganda, Kizza Besigye, a três dias das eleições presidenciais, por tentar entrar na capital do país junto com seus militantes em uma manifestação que não tinha sido autorizada pelo governo.

As eleições, que acontecerão nesta quinta-feira, são as mais apertadas desde que o atual presidente, Yoweri Museveni, chegasse ao poder, em 1986. Muitas pesquisas dão a ele a vitória com 53% ou 54% dos votos. Em 2011 ele venceu com quase 70%.

A detenção de Besigye, médico pessoal de Museveni durante a guerra civil (1980-1986), aconteceu no mesmo momento em que a Comissão Eleitoral conversava com observadores locais e internacionais que participarão do pleito.

A polícia lançou gás lacrimogêneo para bloquear a passeata dos fãs de Besigye, que está diante da melhor oportunidade que já teve em quase duas décadas, após perder as eleições de 2001, 2006 e 2011.

O inspetor-geral da polícia, Kale Kayihura, que estava na reunião para dar os detalhes do dispositivo de segurança para a eleição, teve que deixá-la para lida com o caso.

Faltando tão pouco tempo para as eleições, os candidatos estão convergindo em Campala, a capital do país, para pôr fim à dura campanha eleitoral, que incluiu pela primeira vez na história dois debates televisionados.

A prisão de Besigye foi o primeiro incidente grave ocorrido durante a campanha eleitoral, informou o inspetor Kayihura, que definiu o processo como "pacífico", embora tenha criticado que um dos candidatos, sem dizer qual, se dedicou a desafiar às forças de segurança.

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