Universidade do Cairo proíbe médicas de trabalharem com niqab

Cairo, 15 fev (EFE).- A Universidade do Cairo, a principal do Egito, proibiu as médicas e as enfermeiras de usarem o "niqab", o véu que cobre todo o rosto menos os olhos, durante o exercício de suas funções nos hospitais vinculados a ela.

A resolução, adotada pelo reitor Gaber Nasar, entrou em vigor ontem nos hospitais de Qasr al Aini e Al Faransaui, assim como em todos os centros de saúde universitários, informou nesta segunda-feira a imprensa egípcia.

Nasar disse que a legislação, divulgada integralmente pelo jornal "Al-Ahram" em seu site, foi adotada para favorecer o trabalho e "preservar os direitos dos pacientes".

A medida deverá ser cumprida também pelas professoras da Faculdade de Medicina, as médicas residentes e as auxiliares de enfermagem.

Os ulemás da Al-Azhar - a principal instituição religiosa do islã sunita no mundo - sediada no Egito, não consideram o "niqab" uma peça de roupa obrigatória para a mulher.

Desde setembro, os profissionais acadêmicos de todas as faculdades da Universidade do Cairo têm proibido o uso deste véu nas aulas práticas, teóricas, e nos laboratórios.

Esta medida foi denunciada à justiça, com a alegação de ser inconstitucional por dezenas de professoras, mas a Corte Administrativa do Egito deu em janeiro razão ao reitor.

Nasar explicou então à Agência Efe que a proibição não afeta as alunas e que, quanto às professoras, se limita às salas de aula e não a todo o campus.

Há alguns anos, muitas universidades egípcias proibiram o uso do "niqab" para as alunas durante as provas, decisão que também foi questionada nos tribunais.

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