Ataques a hospitais na Síria deixaram milhares sem atendimento médico

Em Damasco

Os coordenadores humanitários da ONU na Síria, Yacoub El Hillo e Kevin Kennedy, denunciaram nesta terça-feira (16) que dezenas de milhares de pessoas ficaram sem atendimento de saúde após os ataques de ontem contra centros médicos no país.

Em comunicado conjunto, os responsáveis elevaram para seis hospitais e um ambulatório o número de instalações sanitárias danificadas parcialmente ou totalmente destruídas na segunda-feira por bombardeios no norte e no sul da Síria, que deixaram dezenas de mortos.

Eles destacaram que um dos ataques teve como alvo o único hospital em funcionamento da cidade de Azaz, no norte da província de Aleppo, na fronteira com a Turquia.

Além dos bombardeios contra centros médicos, dois dos quais recebiam apoio da ONU, duas escolas foram alvo dos ataques aéreos no norte sírio.

Em consequência deles, Hillo e Kennedy afirmaram que, das sete instalações de saúde bombardeadas, nenhuma está operacional e três delas fecharam permanentemente.

O texto ressaltou que nesses centros eram realizadas em média 23 mil consultas, 1.045 cirurgias e 550 partos por mês.

Os dois responsáveis advertiram que "a perda destes serviços médicos, incluídos os cirúrgicos e reprodutivos, terão um efeito impactante nas comunidades vulneráveis afetadas pelo conflito".

Pelo menos 13 hospitais sofreram danos materiais só este mês por ataques no território sírio, apontou o comunicado.

De Genebra, o porta-voz do Escritório de Direitos Humanos da ONU, Rupert Colville, disse hoje que o ataque deliberado contra centros médicos constitui um crime de guerra, de acordo com o direito humanitário internacional.

 

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