Ban Ki-moon destaca serviços prestados por Boutros-Ghali no comando da ONU

Nações York, 16 fev (EFE).- O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, classificou nesta terça-feira o diplomata egípcio Boutros Boutros-Ghali como um "respeitado estadista" que soube dirigir as Nações Unidas em "um dos períodos mais turbulentos e desafiantes".

Ban leu uma declaração perante os jornalistas pouco após a ONU informar sobre a morte do antigo secretário-geral da entidade, entre 1992 e 1996.

Boutros-Ghali, de acordo com o diplomata sul-coreano, esteve à frente da organização em meio a um "dramático aumento nas operações de paz da ONU", época na qual "o mundo recorria cada vez mais às Nações Unidas para resolver seus problemas, na etapa imediatamente posterior à Guerra Fria".

O falecimento de Boutros-Ghali, de 93 anos, foi anunciado no começo da sessão de hoje do Conselho de Segurança da ONU, embora sem informar detalhes sobre sua morte. O diplomata egípcio tinha sido internado nos últimos dias em um hospital do Cairo.

Em sua mensagem, Ban destacou não só o serviço prestado por Boutros-Ghali ao Egito em várias funções, mas também seu valor como um "famoso acadêmico no direito internacional", que forneceu uma "experiência formidável" ao comando das Nações Unidas.

"Demonstrou valor ao propor temas difíceis para os Estados-membros e insistiu com razão na independência de seu posto e da Secretaria da ONU em geral. Seu compromisso com as Nações Unidas era inconfundível e a marca que deixou na organização é indelével".

Boutros-Ghali substituiu o peruano Javier Pérez de Cuéllar na liderança da ONU e teve como sucessor o ganês Kofi Annan.

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