França e R.Unido concordam que plano do Conselho é "base firme" para acordo

Redação Central, 16 fev (EFE).- O presidente da França, François Hollande, e o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, coincidiram em sua reunião em Paris nesta segunda-feira que o projeto do Conselho Europeu para a permanência do Reino Unido na União Europeia (UE) é uma "base firme" para se chegar a um acordo.

Segundo um porta-voz do governo britânico citado pela emissora "BBC", Hollande e Cameron mantiveram "conversas construtivas" sobre a renegociação da continuidade do Reino Unido na UE.

"Ambos concordaram que estamos fazendo um bom progresso e que o projeto de texto do Conselho Europeu proporciona uma base firme para se chegar a um acordo na cúpula desta semana", disse o porta-voz citado pela emissora pública britânica.

Cameron viajou à Paris para discutir com Hollande a proposta de reforma da UE desejada pelo governo britânico, conforme tinha confirmado anteriormente à Agência Efe um porta-voz do premiê britânico.

Esta reunião aconteceu dias antes da cúpula do Conselho Europeu em Bruxelas, que será realizada nas próximas quinta e sexta-feira, onde os Estados-membros debaterão as reivindicações britânicas.

Cameron já manteve uma rodada de diálogo com vários líderes europeus, com os quais conversou sobre as mudanças que seu país quer para seguir na UE.

O primeiro-ministro do Reino Unido se reuniu na última sexta-feira com a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, em Hamburgo, e amanhã fará o mesmo com eurodeputados em Bruxelas.

Hoje, em Bucareste, a capital da Romênia, o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, advertiu que existe um "risco real" de ruptura na União Europeia pela ameaça do Reino Unido de abandonar o bloco, se as reformas propostas pelo governo britânico não forem aceitas.

"O risco de uma ruptura é real porque este processo é certamente muito frágil e deve ser tratado com cuidado. O que está quebrado não pode ser reparado", afirmou Tusk, que opinou que a UE passa por um momento crítico e que a cúpula de Bruxelas da próxima quinta-feira será crucial.

Tusk apresentou no início de fevereiro um plano de reforma que incluía concessões às reivindicações do premiê britânico, relativas a governança econômica, competitividade, soberania, benefícios sociais e livre circulação.

Se Cameron conseguir fazer com que essa minuta, que foi modificada nas últimas semanas para aplacar as inquietações de alguns países, seja aprovada por todos os Estados-membros na cúpula de Bruxelas, tudo indica que o premiê poderia convocar o plebiscito sobre a saída ou permanência do Reino Unido na UE para 23 de junho.

Antes da votação, o primeiro-ministro britânico realizaria uma campanha no país na qual defenderia sua permanência no bloco.

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