Jornalistas americanos detidos no Bahrein são libertados

(Atualiza com informação da deportação).

Manama, 16 fev (EFE).- As autoridades do Bahrein libertaram nesta terça-feira os quatro jornalistas americanos detidos no domingo passado enquanto cobriam as manifestações pelo quinto aniversário da revolução nesse país, informaram à Agência Efe vários advogados dos repórteres.

Segundo a Procuradoria Geral, os jornalistas estão acusados de participar de reuniões ilegais e perturbar o trânsito.

Além disso, agentes da polícia bareinita os levaram da delegacia de Manama onde estavam detidos rumo ao aeroporto para serem deportados, segundo testemunhas.

O advogado Mohammed al Yishi disse que os acusados se recusaram a responder ao interrogatório e negaram as acusações.

Além disso, segundo Al Yishi, foram libertados sem fiança, embora outros advogados, que pediram anonimato, tenham garantido tiveram que pagá-la.

Os repórteres foram detidos no domingo na região de maioria xiita de Sitra, ao sul da capital Manama, onde ocorreram manifestações para comemorar o aniversário da revolta popular que explodiu em 14 de fevereiro de 2011, dentro da chamada Primavera Árabe.

Um dos jornalistas foi detido à tarde, quando a polícia interveio para dispersar uma passeata, enquanto os outros três foram presos posteriormente em um posto de controle na saída de Sitra, que se encontra em uma ilha, segundo testemunhas.

A equipe de quatro jornalistas viajou ao país árabe para realizar um trabalho para o site "The Huffington Post", acrescentaram as testemunhas.

Por sua parte, a polícia de Manama emitiu ontem um comunicado no qual informou da detenção de quatro cidadãos americanos, entre eles uma mulher.

Segundo as autoridades, os quatro realizaram "atos de violência e de sabotagem" e "agrediram os membros das forças de segurança".

Além disso, a polícia garantiu que um deles exerceu a "atividade jornalística sem permissão das autoridades".

Desde 2011 o Bahrein limitou a liberdade de imprensa e a entrada de jornalistas estrangeiros ao país, para evitar que se dê voz à oposição interna, que segue se mobilizando apesar da dura repressão.

O reino de Bahrein está governado por uma monarquia sunita, mas a população é majoritariamente xiita e liderou a revolta frustrada de 2011 para pedir maiores direitos e igualdade.

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