MSF eleva para 11 número de mortos em ataque contra hospital na Síria

Beirute, 16 fev (EFE).- A organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) elevou nesta terça-feira para 11 o número de mortos no ataque ontem contra um hospital ao qual oferecia apoio na cidade de Marat al Nuaman, na província de Idlib, no norte da Síria.

Os mortos são cinco trabalhadores do centro de saúde, cinco pacientes - entre eles um menor de idade - e um acompanhante.

A ONG destacou em comunicado que no momento do bombardeio havia 25 funcionários no hospital.

Além dos cinco trabalhadores de saúdes que morreram, outros três foram resgatados entre os escombros com lesões diversas e dois continuam desaparecidos.

A MSF não descartou que o saldo de mortos seja maior, porque os trabalhadores do centro não sabem com exatidão o número de pacientes que estavam ali no instante dos bombardeios.

O coordenador geral da MSF na Síria, Massimiliano Rebaudengo, afirmou que "os mísseis atingiram o hospital no horário da troca do turno de noite e o de dia, e a apuração dos pacientes não havia sido feita".

As equipes de resgate continuam a buscar sobreviventes entre os escombros e começaram a limpar a área.

"Não sabemos se o centro hospitalar voltará a ser aberto em outra localização", afirmou Massimiliano.

A ONU disse hoje que o ataque deliberado contra centros médicos constitui um crime de guerra de acordo segundo o direito humanitário internacional, em referência aos registrados na segunda-feira contra quatro hospitais na Síria - um deles, o apoiado pela MSF - e que causaram cerca de 50 mortes.

"O ataque proposital e direto contra instalações médicas ou lugares ocupados por doentes e feridos, assim como contra unidades médicas com o emblema da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, é um crime de guerra em um conflito armado", advertiu o porta-voz do Escritório de Direitos Humanos da ONU, Rupert Colville.

Tanto o Observatório Sírio de Direitos Humanos como a Anistia Internacional (AI) atribuíram os ataques de ontem contra centros de saúdes à aviação russa e às forças do regime sírio.

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