Oposição haitiana classifica de positiva designação de presidente provisório

Porto Príncipe, 16 fev (EFE).- A oposição haitiana, agrupada no G8, considerou nesta terça-feira de positiva a escolha do presidente provisório, Jocelerme Privert, para buscar uma saída à crise política e eleitoral pela qual a nação atravessa.

Através de um comunicado, o G8 pediu que Privert leve em conta as novas realidades política do país para sair da crise.

Ao mesmo tempo, favoreceu a criação de um governo de consenso para facilitar um clima político a favor da realização das eleições pendentes, entre elas, o segundo turno das eleições presidenciais.

Além disso, reafirmou sua posição sobre a continuidade do processo eleitoral.

Através de um comunicado, o G8 pediu ao governo provisório que aprofunde o trabalho da comissão de verificação das eleições de agosto e outubro, denunciadas pelos supostas fraudes cometidas em ambos processos.

Igualmente, identifique "os atores e os que se beneficiaram da fraude e que puna todos os envolvidos".

Privert assumiu ontem o cargo após ter sido eleito presidente interino em uma sessão da Assembleia Nacional que terminou no domingo.

Privert foi um dos signatários do acordo que procura dar saída ao vazio de poder causado pela ausência de um presidente legítimo no país, após o término do mandato constitucional de Michel Martelly, quem deixou o cargo em 7 de fevereiro passado.

Antes de abandonar o poder, Martelly junto a Privert e ao presidente da Câmara dos Deputados haitiana, Cholzer Chancy, estabeleceram os mecanismos para a formação de um governo transitório.

Esse acordo teve sua primeira parte cumprida, com a escolha de um presidente interino, por isso que agora Privert tem a encomenda de concluir o truncado processo eleitoral e entregar o poder a um governo legítimo em 14 de maio vindouro.

É a primeira vez em 70 anos que o parlamento haitiano vota para escolher um presidente do país.

O Haiti tinha previsto realizar em 24 de janeiro o segundo turno das eleições presidenciais, mas estes foram adiados dois dias antes pelo Conselho Eleitoral Provisório devido à deterioração da segurança e as ameaças de morte contra quase todos os membros desse organismo que só funciona com dois membros.

O primeiro turno das votações foi realizado em 25 de outubro de 2015, e nelas resultaram como os candidatos mais votados o governista Jovenel Moise e o opositor Jude Celestin, que rejeitou esses resultados por considerá-los fraudulentos.

Celestin anunciou, então, que não participaria do segundo turno, previsto para 27 de dezembro, o que contribuiu para que o Conselho Eleitoral Provisório (CEP) tomasse a decisão, também naquela ocasião, de suspender o pleito.

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