Presidente da Ucrânia alega perda de confiança e pede mudança de governo

Kiev, 16 fev (EFE).- O presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, pediu nesta terça-feira a mudança do governo atual ao afirmar que é tarde para uma "remodelação parcial do gabinete de ministros" e constatar que "a sociedade retirou a confiança" sobre o Executivo liderado pelo primeiro-ministro Arseni Yatseniuk.

"A sociedade decidiu claramente que houve mais erros que acertos. E está claro que as reformas só podem ser realizadas por um governo que conte com a confiança dos cidadãos. Para restaurar a confiança já não basta um tratamento, é preciso cirurgia", disse Poroshenko em mensagem à nação.

Esse pedido, publicado no site da presidência, foi feito pouco antes do comparecimento de Yatseniuk ao parlamento da Ucrânia para apresentar o relatório anual da gestão de seu governo.

A situação de Yatseniuk é extremamente precária, já que dezenas de deputados da coalizão governamental respaldaram a apresentação de uma moção de censura contra seu Executivo.

"Por enquanto, o primeiro-ministro mantém a opção de escolher a forma para atender essa reivindicação" da sociedade, declarou Poroshenko em aparente alusão às alternativas que tem o chefe do governo: renunciar ou enfrentar uma moção de censura.

Poroshenko acrescentou que o novo governo deverá estar formado pelos mesmos partidos que integram a atual maioria parlamentar, incluindo a Frente Popular de Yatseniuk.

"Me dirijo especialmente à Frente Popular e a seus líderes com os quais, ombro a ombro, percorremos um difícil caminho e os quais considerei, considero e considerarei como meus correligionários e aliados políticos", ressaltou.

O presidente ucraniano lembrou, além disso, que a atual coalizão de governo se formou "não em prol de cargos, mas de princípios, ou pelo menos isso é o que foi dito à população".

Poroshenko argumentou que a Ucrânia não pode permitir a ruptura da coalizão e a realização de eleições antecipadas.

"A guerra política interna de todos contra todos é o sonho de nosso vizinho do nordeste (Rússia). É por isso que tomei a palavra e expressei minha visão de como sair da crise e evitar o pior dos cenários", concluiu.

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