Procurador-geral da Ucrânia apresenta renúncia a pedido do presidente

Kiev, 16 fev (EFE).- O procurador-geral da Ucrânia, Viktor Shokin, apresentou nesta terça-feira a renúncia ao cargo horas após o pedido ser feito pelo presidente ucraniano, Petro Poroshenko, segundo a imprensa ucraniana.

"O procurador-geral Victor Shokin redigiu a carta de sua renúncia", informou o jornal digital "Ukrainskaya Pravda".

Poroshenko, em mensagem ao país divulgada hoje, explicou que se reuniu nesta manhã com Shokin e que pediu ao procurador-geral para deixar o cargo.

"Viktor Shokin introduziu as reformas que durante décadas tinham resistido na Procuradoria Geral da Ucrânia", disse o líder ucraniano, que citou entre as conquistas do procurador a criação do Departamento Nacional Anticorrupção e o Departamento Nacional de Investigações.

Por outro lado, segundo Poroshenko, "a Procuradoria Geral, infelizmente, não ganhou a confiança da sociedade, e por isso agora resulta na renúncia do procurador-geral".

Shokin foi nomeado para o cargo há um ano, em fevereiro de 2014, e deixa o posto no segundo aniversário da revolução do Maidan, que derrubou em fevereiro de 2014 o ex-presidente Viktor Yanukovich.

De acordo com a renovada Constituição ucraniana, o procurador-geral é nomeado e destituído pelo presidente da Ucrânia com o aval da Rada Suprema (parlamento).

Enquanto isso, o governo liderado por Arseniy Yatsenyuk pode acabar hoje fora do cenário político depois que 159 deputados da Rada, muitos da coalizão governamental, conseguiram reunir as assinaturas necessárias para submeter o Executivo a uma moção de censura.

A votação, que se for aprovada significará a destituição automática do governo, pode ocorrer ainda hoje, na sessão realizada na Rada, anunciou o presidente do parlamento, Vladimir Groisman.

Pouco antes, o presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, recomendou ao governo que renuncie ao constatar que "a sociedade perdeu a confiança" no gabinete de ministros.

"A sociedade decidiu claramente que houve mais erros do que acertos. E está claro que as reformas só podem ser realizadas por um governo que conte com a confiança dos cidadãos. Para restaurar a confiança, já não basta tratamento, é preciso cirurgia", disse Poroshenko em mensagem à nação.

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